A cerca de dois anos, quando mudamos a proposta de site para portal, nossa maior intenção foi  trazer a interatividade, dar espaço para que todos os brigadianos, dos mais distantes locais tivessem uma ferramenta onde pudessem opinar, reclamar, elogiar e encontrar velhos amigos.  Acreditamos que esta forma, junto com a dinâmica das notícias atingiu seu objetivo, pois hoje configuramos entre os 5 sites mais visitados do Brasil, sobre o tema segurança pública e polícia,  e o primeiro do Rio Grande do Sul. Agradecemos a confiança depositada e reafirmamos nossa preocupação em manter a classe brigadiana sempre bem informada e principalmente “UNIDA”

Nesse período, milhares de mensagens foram recebidas, mensagens estas que vão do extremo da besteira de internet  à grandes textos intelectualizados, demonstrando o grau de instrução da nossa tropa.

hoje nosso portal recebeu uma mensagem que chamou atenção da Administração, pois trata-se de um memoriável comentário que traduz a essência do momento em que vivemos. Reproduzimos abaixo para que sirva de reflexão a todos

Comentário feito pelo visitante anônimo alcunha “NDSS”

Nenhuma novidade nas palavras do novo comandante geral. Nenhuma. O coronel pode ser mestre nisso ou doutor naquilo, não importa, mas todos eles, sem exceção até hoje, assumiram seu cargo máximo e político fazendo promessas utópicas para a sociedade, que nunca esteve e jamais estará preocupada com a situação pessoal e funcional dos policiais. Essa sociedade que tanto cobra e pouco ou nada faz em contrapartida quer apenas segurança; de onde ela vem ou como e por quem é feita, pouco importa. Então, toda vez que se muda o comando e assume um novo político, perdão, um coronel, suas palavras criam um mundo surreal, onde o policial executor da missão fim é feliz e superior ao tempo, onde não existe criminalidade e por aí vai. E o comandante profere tais palavras para satisfazer a omissa sociedade e, é claro, seu chefe, o(a) governador(a). Realmente muito bonito!

Sem utopias ou hipocrisia, talvez um dia tenhamos discernimento e condições práticas (lê-se coragem) de “esclarecer” ao chefe sobre o que ele poderá dizer e prometer em público. Sem vaidades ou empáfia, talvez um dia o chefe se digne a ouvir seus comandados e, do que ouvir, possa expressar à mídia e opinião pública uma síntese do que efetivamente 25 mil policias estão capacitados a oferecer. Talvez um dia, finalmente, o chefe possa assumir o comando e dizer publicamente (ao governador e à sociedade) que seus policiais estarão aptos ao sacrifício, mas antes é IMPRESCINDÍVEL que tenham o devido e intransferível reconhecimento funcional e resgate de sua dignidade; a partir daí, sairão às ruas e limparão a sujeira deixada por uma sociedade omissa e, muitas vezes, defensora da escória humana.

Mas, como uma utopia, seria sonhar e esperar demais de alguém que assumiu politicamente um posto técnico e prometeu coisas ao chefe que sabe muito bem que não serão cumpridas, lamentavelmente.

Enquanto isso, no front, nós fazemos o impossível para cumprir nossa missão, a despeito dos chefes políticos, omissos e vaidosos que temos…

Meus colegas, quando nos daremos conta de que, na verdade, tudo depende de nós e somente de nós?

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