Greve na Segurança: Ruim para o povo, ruim para os policiais

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Quando começaram a surgir os rumores, em outubro de 2010, de que a Paraíba pagaria a ‘PEC 300’ aos seus profissionais de segurança pública, o ParaibaemQAP se antecipou e advertiu: “não brinquem com coisa séria!”. Enquanto parte da imprensa preferiu ignorar o perigo e até ‘alimentar’ as promessas feitas pela classe política.

Hoje, com a deflagração da greve no estado, ousamos profetizar mais uma vez sobre os prejuízos (muitos deles irreparáveis) que isso tudo poderá causar. Se irão ignorar de novo, aí já não com a gente.

O aumento dos casos de assaltos e explosões a bancos é certo como as previsões que fizemos na ‘inesquecível’ campanha eleitoral 2010. Se com a polícia nas ruas a coisa é tão fácil, imagine sem a presença da força policial? Quem sabe assim os bancos decidem, de uma vez por todas, investir mais em sua própria segurança.

No entanto, preocupação maior é com o cidadão nas ruas. É com o dono da padaria e do mercadinho, que trabalha 15 horas ou mais por dia para sustentar sua família. É com o cobrador de ônibus e o taxista, que pegam em dinheiro a todo instante e poderão ser vítimas de um drogado qualquer que não foi educado em casa ou na escola.

A preocupação é com a comerciária que controla o caixa da loja. Com a estudante que espera o ônibus para ir à escola. Com a mulher grávida que diante de um meliante qualquer pode até perder o bebê. Oremos para que isso não aconteça.

Preocupa-nos, e muito, o pai de família que passa a noite fazendo ‘corridas de mototaxi’ para levar o sustento a casa. O jovem que pode ser assaltado ao sair da casa da namorada. O casal de idosos que, por pura covardia e perversidade, são espancados e mortos ao terem a casa invadida por bandidos.

Até os próprios profissionais da área sentem o peso da preocupação. Eles também têm pais, mães, tios, filhos, sobrinhos, primos, afilhados e netos que estudam, dependem de transportes coletivos e trabalham em padarias, mercadinhos, empresas de ônibus, sistema de mototaxi, lojas do comércio. Policiais, bombeiros e agentes penitenciários também têm avós que moram sozinhos em casa…

A origem

Todas essas preocupações nos vieram à mente naquele outubro de 2010. Por isso fizemos o alerta. Infelizmente, quem deveria ter sentido ‘medo’ naquele instante preferiu apostar no “se colar, colou.”

O povo é quem sofre.

ParaibaemQAP