Corregedoria da BM já identificou dois policiais militares envolvidos nos protestos com queima de pneus

A onda de protestos com queima de pneus, registrados há mais de um mês no Estado, foi avaliada pelas entidades representativas dos policiais militares. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), Olivo Moura, a entidade sempre foi contrária a qualquer manifestação que prejudique o direito de ir e vir das pessoas. “Nós não podemos ser prejudicados por ações individuais e ideológicas”, ressaltou.

A expectativa de Moura é que agora o governo estadual volte a negociar com a categoria. “Nós estamos aguardando para sexta-feira a chamada do governo para a abertura do diálogo e que a proposta venha ao encontro das nossas reivindicações”.

Para o presidente da Associação dos Oficiais da BM (AsofBM), tenente-coronel José Carlos Ricardi, o movimento não é político-partidário e sim pela dignidade da categoria. “Nós não aprovamos. Isso é uma forma de chamar a atenção para que o governo perceba o quanto está irada a família brigadiana”, afirmou.

O tenente-coronel Ricardi ainda cobrou uma posição do Comando Geral da Brigada Militar. “Esperamos também que o nosso comandante, um homem escolhido pelo governo, apresente projetos que contemplem os seus comandados. Até agora, não vimos nenhum projeto palpável”, prosseguiu o presidente da AsofBM.

A Corregedoria da Brigada Militar já identificou a participação de dois policiais militares nos protestos registrados no Estado. Um deles trabalhou na Casa Militar e outro no governo Olívio Dutra.

 

     Ouça o áudio: Entrevista com vice-presidente da ASSTBM, Olivo Moura (Rádio Guaíba)
     Ouça o áudio: Entrevista com vice-presidente da ASSTBM, Olivo Moura (parte 2)
     Ouça o áudio: Entrevista com ´presidente da AsofBM, tenente-coronel José Carlos Ricardi (Rádio Guaíba)
     Ouça o áudio: Entrevista com presidente da AsofBM, tenente-coronel José Carlos Ricardi (parte 2)

Fonte: Rádio Guaíba


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