RN- Natal sem policiamento

39

Desde a noite de ontem (27), a capital potiguar está enfrentando dificuldades em garantir a segurança dos norte-riograndenses. Isso por que na tarde de ontem, as associações representativas de policiais e bombeiros militares resolveram em assembléia com a categoria a mudança de postura dos PM’s e BM’s do Estado.

Intitulado “Segurança com Segurança”, o movimento orienta os militares estaduais a assumirem o serviço diário apenas com os requisitos básicos que garantam a segurança para os operadores de segurança pública.

Já na manhã de hoje (28) os natalenses sentiram o resultado. Policiais de várias unidades operacionais da Polícia Militar cruzaram os braços reivindicando melhores condições de trabalho e mais estrutura para garantir um policiamento de qualidade para a população.

Segundo informações preliminares, o 5º Batalhão de Polícia Militar, responsável por grande parte do policiamento da Zona Sul da Capital está parado, sem uma viatura em condições de uso para prestar o serviço à sociedade. Da mesma forma, policiais da ROCAM e da Companhia Independente de Turismo também decidiram por reivindicar melhorias, deixando suas respectivas áreas de patrulhamento sem policiamento.

As informações é de que apenas o 9º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo na Zona Oeste de Natal, está com suas atividades normais; contudo, já foi determinado que as poucas viaturas que fazem parte do Batalhão sejam redistribuídas para toda Natal.

Se com todos as unidades em funcionamento a Capital potiguar já é insegura, imagina apenas com um batalhão atuando nas ruas da cidade.

Advogada garante assistência jurídica a policiais que participarem de mobilização

A advogada Kátia Nunes entrou em contato com o blog e informou que garantirá a assistência jurídica a todos os policiais e bombeiros militares que participarem do movimento “Segurança com Segurança”.

Segundo a advogada, a mesma fora contratada pela Associação dos Praças da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte (ASPRA/PMRN) para defender os associados daquela entidade durante a mobilização iniciada ontem à tarde.

Contudo, Dra. Kátia informou que estará disponível para todos os policiais que de alguma forma venham sofrer qualquer ato administrativo, sem qualquer custo para o PM.

A advogada reconhece a precariedade das condições de trabalho dos policiais e a legitimidade do movimento em busca de melhorias, e tenta garantir o sucesso da mobilização garantindo a assistência jurídica para os militares estaduais.

 

Fonte: Sd Glaucia, via Portal BO