Categoria sinalizou com pedidos de demissão em diretorias da Polícia Civil

Após recusarem uma proposta de reajuste salarial de 10%, os delegados gaúchos decidiram em asssembléia, na tarde deste sábado, adotar uma série de medidas de boicote e demissões, até que a principal reivindicação da categoria seja atendida: a equiparação salarial com procuradores, determinada pela legislação estadual. Em uma nota pública, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Asdep) informou que, enquanto não houver um novo acordo, a ideia da categoria é não participar das operações Verão, Serra e Fronteira, além de colocar à disposição cargos em confiança como os de diretor de departamento ou de divisão.

A lista de funções, nas quais pedidos de demissão podem ocorrer devido ao impasse, ainda abrange delegados regionais e cargos na Secretaria Estadual de Segurança Pública. A nota da Asdep também deixa claro que foram suspensas “as operações que vêm sendo feitas para gerar a chamada ‘agenda positiva’ para o Governo”. Outra retaliação definida é a promessa de que a carga horária de 40 horas semanais não vai ser excedida. Convites para ministrar aulas na Academia de Polícia também não serão aceitos.

Proposta do governo

Na sexta-feira, o secretário de Segurança Pública, Airton Michels, anunciou a proposta de reajuste, em duas parcelas: a primeira delas de 5%, em janeiro, e os 5% restantes em abril, garantindo pelo menos R$ 700 a mais para os delegados em início de carreira. A proposta surgiu depois de uma reunião entre a Casa Civil e Asdep, na quinta.

Conforme o Palácio Piratini, o realinhamento com o salário de procuradores do Estado, de R$ 15 mil, só deve ser negociado em 2012. “Formulamos esta proposta de aumento de 10%, mas as negociações continuam abertas em busca da equiparação”, declarou Michels. O secretário ainda disse que a categoria havia entendido as dificuldades para um reajuste maior. “Estamos em início de governo, apenas dez meses, e tudo depende do estado das finanças”, assegurou.

Delegados gaúchos decidem boicotar operações até nova proposta de reajuste

Após recusarem uma proposta de reajuste salarial de 10% – parcelados em duas vezes –, os delegados gaúchos decidiram em asssembléia, na tarde deste sábado, adotar uma série de medidas de boicote e demissões, até que a principal reivindicação da categoria seja atendida: a equiparação salarial com procuradores, determinada pela legislação estadual. Em uma nota pública, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Asdep) informou que, enquanto não houver um novo acordo, a ideia da categoria é não participar das operações Verão, Serra e Fronteira, além de colocar à disposição cargos em confiança como os de diretor de departamento ou de divisão.

A lista de funções, nas quais pedidos de demissão podem ocorrer devido ao impasse, ainda abrange delegados regionais e cargos na Secretaria Estadual de Segurança Pública. A nota da Asdep também deixa claro que foram suspensas “as operações que vêm sendo feitas para gerar a chamada ‘agenda positiva’ para o Governo”. Outra retaliação definida é a promessa de que a carga horária de 40 horas semanais não vai ser excedida. Convites para ministrar aulas na Academia de Polícia também não serão aceitos.

Rejeitada, pelos delegados, proposta de aumento de 10%

Categoria exige equiparação com salário de procuradores

A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Adesp) rejeitou, em assembleia realizada na manhã deste sábado, a proposta do governo do Estado, de 10% de reajuste. A reunião ainda está em andamento para que sejam definidos os rumos da negociação. Ontem, o presidente da Asdep, delegado Wilson Müller, informou que a direção da entidade considerou o reajuste muito abaixo da expectativa.

O secretário de Segurança Pública, Airton Michels, anunciou nessa sexta-feira a proposta de reajuste para os delegados da Polícia Civil, em duas parcelas, a primeira delas de 5%, em janeiro, e os 5% restantes em abril, garantindo pelo menos R$ 700 a mais para os delegados em início de carreira. A proposta surgiu depois de uma reunião entre a Casa Civil e Asdep, na quinta-feira.

O pedido da Associção é para realinhamento com o salário de procuradores do Estado, de R$ 15 mil, o que, conforme o Piratini, só deve ser negociado em 2012. “Formulamos esta proposta de aumento de 10%, mas as negociações continuam abertas em busca da equiparação”, declarou Michels. O secretário ainda disse que a categoria havia entendido as dificuldades para um reajuste maior. “Estamos em início de governo, apenas dez meses, e tudo depende do estado das finanças”, assegurou.

     Ouça o áudio: Presidente da Asdep, Wilson Müller

Delegados não gostam de proposta do governo

Decisão não atende principal principal reivindicação da categoria

A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) divulgou uma nota, no início da noite desta sexta-feira, respondendo ao ofício que eles receberam da Casa Civil, durante o período da tarde. A categoria afirmou, na nota, que a proposta não atende a principal reivindicação. Os delegados destacaram diversos pontos do ofício, que não foi divulgado na íntegra.

Segundo eles, o governo se comprometeu em investir cerca de R$ 52 milhões na área da segurança pública. Acrescentam, que o ofício do governo reconhece a defasagem das diárias dos policiais em geral e comunica a formatação de proposta para adequar estas diárias ao custo que os servidores têm quando viajam em serviço. Conforme a categoria, o governo reconheceu, também, a defasagem da remuneração dos delegados de polícia e apresentou a seguinte proposta: 10% de reajuste a ser pago em duas parcelas: a primeira em janeiro de 2012 e a segunda em abril do mesmo ano. Ao mesmo tempo, o governo propõe a data de junho de 2012 para a retomada das discussões sobre a pauta da categoria.

Os delegados afirmam que a proposta não atende a principal reivindicação da categoria, que é o realinhamento salarial com os procuradores do Estado. A decisão sobre aceitar ou não a proposta ficará sob responsabilidade da assembleia marcada para este sábado.

Piratini promete a oficiais da BM mesmo reajuste que será anunciado a delegados

Índice deve ficar entre 8% e 11%, conforme a Asof

Oficiais de nível superior da Brigada Militar (BM) receberão o mesmo índice de reajuste salarial que será oferecido a delegados de polícia. A informação é do presidente da Associação dos Oficiais da BM (Asof). O tenente-coronel José Carlos Riccardi, esteve reunido com o comandante da corporação, coronel Sérgio Abreu, nessa manhã, quando a proposta do Piratini foi oficializada, garantiu ele. De acordo com o dirigente da Asof, o percentual que será oferecido a delegados e oficiais ficará entre 8% e 11%.

O oficial comemorou o anúncio, mas acrescentou que a meta é fazer com que um capitão ganhe o mesmo que um delegado de 1ª classe – de início de carreira. Hoje, a diferença é de 40%. Um major, o mesmo salário de delegado de 3ª classe. Tenente-coronel, o que ganha um delegado de 2ª e um coronel, salário igual a de um delegado de 1ª classe. A data em que será apresentada a proposta aos oficiais ainda esta indefinida.

Em uma entrevista coletiva marcada para esta tarde, às 16h30min, o secretário da Segurança, Airton Michels, vai anunciar o índice oferecido a delegados. Na manhã, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, adiantou que a reposição vai ser inferior à que buscam os policiais civis. Eles querem ganhar o mesmo que os procuradores do Estado, que recebem mensalmente cerca de R$ 15 mil, praticamente o dobro.

Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba

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