Conforme o presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM, Aparício Santellano, a forte carga de treinamento expõe os trabalhadores a riscos de saúde, exigindo acompanhamento médico mais próximo. O pedido é de elevação das diárias, de R$ 57,00 para R$ 100,00. O valor, que deve ser usado para custear alimentação, saúde e hospedagem, é considerado insuficiente. “Eles têm que comprar até protetor solar, porque a BM não disponibiliza”, disse Santellano. Contudo, o coordenador dos treinamentos, major Ricardo Gonzalez, diz que nenhuma manifestação foi feita pelos 590 homens em treinamento.

Salva-vidas exigem diárias melhores

 Militares que participam de treinamentos para a Operação Golfinho ameaçam abandonar o curso de salva-vidas se o valor das diárias que recebem não for elevado. Eles também exigem que o Estado disponibilize profissionais de saúde e ambulância aos alunos. O protesto, iniciado dia 14 de novembro com o envio de um ofício ao comando da BM, se fortaleceu após a morte do soldado Rafael Souza, 25 anos.

O militar foi sepultado ontem em Cruz Alta. Ele sofreu mal súbito, segunda-feira, enquanto treinava na Lagoa de Cidreira e teve o óbito confirmado no hospital, para onde foi levado no carro de um civil, que ajudou no socorro.

Correio do Povo


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