Policiais suspeitos de matar PM depõem à tarde na Capital

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Em nota, Polícia do Paraná diz que governo do Estado é responsável pela integridade física dos agentes

Os três policiais civis paranaenses suspeitos de envolvimento na morte do sargento da Brigada Militar, Ariel da Silva, devem prestar depoimento na Corregedoria da Polícia Civil gaúcha a partir das 13h30min desta terça-feira. Eles se apresentaram no Palácio da Polícia, por volta das 23h dessa segunda-feira, após serem escoltados de Curitiba até Porto Alegre por agentes do Paraná e do Rio Grande do Sul.

A Polícia Civil do Paraná divulgou nota em seu site atribuindo ao governo do Rio Grande do Sul a responsabilidade pela integridade física e moral dos policiais. No documento, a polícia informa que o caso será acompanhado pela Procuradoria Geral do Estado do Paraná. O governo do Rio Grande do Sul não quis se manifestar sobre o assunto, mas o titular da Delegacia de Feitos Especiais, da Corregedoria Geral, delegado Paulo Grillo, vai se manifestar em coletiva no final da tarde.

Segundo a Polícia Civil gaúcha, os agentes paranaenses ficarão detidos na carceragem do Grupamento de Operações Especiais (GOE) até prestarem depoimento. Os policiais devem participar da reconstituição do crime que ocorreu na quarta-feira passada, em Gravataí.

Entenda o caso:

O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva, 44 anos, foi atingido por cinco disparos de fuzil na última quarta-feira, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. Segundo o comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Dirceu Lopes, a informação fornecida pelos policiais paranaenses é contraditória. A vítima atuava há 21 anos na Brigada Militar. Natural de Porto Alegre, o sargento deixou mulher e uma filha de 16 anos.

No mesmo dia, o empresário Lírio Perscht, 50 anos, morreu em ação conjunta da Polícia Civil do Paraná e polícias Civil e Militar do Estado. Agentes invadiram o cativeiro onde eram mantidos reféns Perscht e outro empresário – um sobrado amarelo na rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí. A vítima teria sido baleada durante um tiroteio entre policiais e sequestradores.

Ao fim da ação de resgate, três pessoas foram presas – todas com antecedentes por extorsão mediante sequestro. Os policiais envolvidos na morte do sargento da BM foram detidos, em Curitiba, após a Justiça decretar pedido de prisão temporária.

Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba