BM sustenta confiança em sargento

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A presença de álcool no sangue de Ariel da Silva não muda a confiança da Brigada Militar na capacidade de julgamento do sargento morto. Para o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Silanus Mello, tanto a experiência quanto a conduta profissional de Ariel são depoentes favoráveis sobre a capacidade de o sargento de avaliar e enfrentar situações adversas.

“Não muda meu pensamento. A abordagem de risco não condiz com o perfil, nem com o histórico do sargento. Vamos acompanhar o inquérito e, depois, os procedimentos na Justiça”, argumentou Silanus.

Segundo o comandante do 17 BPM, tenente-coronel Dirceu Lopes, Ariel era um “excelente servidor”, motivo pelo qual o caso tem recebido a atenção da corporação. A reconstituição, ontem, foi observada pelo chefe do Estado Maior da BM, tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, e pelo subcomandante do 17 BPM, major Vanderlei Padilha.

Corregedoria avalia documento


O laudo que aponta teor alcoólico no sangue do sargento Ariel da Silva será considerado no inquérito da Corregedoria de Polícia Civil do RS, informou o delegado Paulo Grillo. Para o corregedor-geral, Ariel estava embriagado. “A constatação não modifica tão sensivelmente o cenário dos acontecimentos, mas tem ligação importante com o caso”, disse Grillo. O inquérito deverá ser concluído em dez dias.

Polícia reconstitui morte de PM


Um grupo com 60 policiais civis e técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) formou-se no final da noite de ontem na esquina da avenida Sílvio de Freitas com a ERS 020, em Gravataí. O local serviu de palco para a reconstituição da morte do sargento da BM Ariel da Silva, do 17? BPM, na madrugada de 21 de dezembro. Ele foi vítima de tiros disparados por três policiais do Tático Integrado de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil do Paraná, que investigava um caso de extorsão e sequestro naquele município.

Na primeira etapa, os policiais posicionaram os veículos envolvidos no tiroteio, a moto Honda 125 de Ariel e o Renault Logan, onde estavam os três policiais paranaenses. Eles analisam a angulação e a visibilidade que cada pessoa tinha das outras antes e durante os disparos. Foram feitas fotografias por um perito sobre a moto, na direção do veículo e de dentro do carro em direção ao local de onde saíram os disparos que mataram Ariel. Às 23h45min, o policial que atirou contra o sargento foi posicionado no Logan para dar sua versão. Os trabalhos foram acompanhados por advogados dos agentes, por representantes do MP, da Polícia Civil do Paraná e por oficiais da Brigada Militar.

Correio do Povo