Associações da BM apoiam protestos

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Entidades são contrárias à violência e dizem que vão proteger cidadãos

A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (ASSTBM) e a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (ABAMF) manifestaram ontem apoio às manifestações populares registradas em todo o país, mas desde que se mantenham dentro da ordem e da lei, sem atos de vandalismo. Em nota oficial, a Abamf, presidida por Leonel Lucas, lembrou que os atos de protestos nas ruas são “por mais verba para saúde, educação, segurança pública e decência na política”. A entidade defendeu ainda que a manifestação ocorra sem violência e afirmou que “os brigadianos estarão nas ruas para proteger os cidadãos de bem que buscam melhorias no Brasil e não desordem, saques e quebra-quebra”.

Para a Abamf, os brigadianos que trabalham nas ruas têm “também motivos para protestar, pois recebem o pior salário do Brasil entre as PMs”. A ASSTBM, conduzida por Aparício Santellano, pede que os manifestantes reconheçam os policiais militares também como cidadãos e que os atos sejam ordeiros.

As duas entidades estão mobilizadas ainda na audiência pública será realizada no dia 5 de julho, às 15h, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, para tratar do plano de carreira dos servidores de nível médio da Brigada Militar. O engajamento também envolve a Associação dos Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs), Associação dos Oficiais Subalternos da Brigada Militar (AOfSBM). Está prevista depois uma passeata pelas ruas do Centro de Porto Alegre, provavelmente até a frente do QG da BM e Associação dos Policiais da Brigada Militar de Ijui representando as demais Associações Independentes.

Segundo o presidente da ASSTBM, o plano de carreira do servidor médio da Brigada Militar permitirá uma “carreira única” desde o soldado o até coronel. Já o presidente da Abamf, Leonel Lucas, acrescentou que a mobilização também é pela questão salarial.

“Temos um dos piores salários do país”, destacou. Conforme Santellano, as demais categorias do funcionalismo já fizeram acordos com o governo até 2018, mas os brigadianos ainda estão de fora deste prazo.

Após mais de cinco horas de tensão, as manifestações ocorridas

Fonte: Correio do Povo

Postado por Comunicação DEE ASSTBM

santellano