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Mesmo que fosse possível formar PMs até a abertura da Copa, eles iriam para as ruas sem a experiência necessária

 Diante do clamor público por maior segurança em nossas ruas e praças, em nosso trabalho, em nossos momentos de lazer e mesmo dentro de nossa casa, em todo o RS e não só na Porto Alegre da Copa, a transversal administração do governo gaúcho acena com projetos escorregadios que parecem que terão execução imediata, mas que, em verdade, nem mesmo os executivos de tais planos sabem, com convicção, de como serão desenvolvidas as ações. Assim é que o Piratini, não faz muito, antes que houvesse um primeiro cidadão inscrito, anunciou o sucesso do concurso para formar 2 mil profissionais na Brigada Militar, sendo 300 para os bombeiros e 1.700 para o policiamento ostensivo. Tal contingente estaria pronto até o fim deste ano, mas os aprendizes de brigadiano, talvez, até pudessem prestar algum serviço durante a Copa. Sobre isso, este humilde marquês, sem duvidar do governo, apontou que para aprontar os novos policiais militares – agora, em três meses – o governo estaria vendo na Copa os poderes do Santo Graal. Sigam-me

 

 Meio soldado

 Antes de acenar com o tal concurso, neste ano, o Piratini revelara que, no prazo de cinco anos, cerca de 1.300 PMs que fazem parte da força-tarefa no sistema prisional do Estado voltariam para o policiamento ostensivo. Tal promessa revelou a certeza da reeleição de Tarso, o que, no mínimo, me pareceu uma descortesia com o sistema democrático. Ocorre que os números impressionam, pois no imaginário de uma pessoa menos atenta, em breve teremos um acréscimo de 3.300 policiais pelas ruas do Rio Grande. Digo aqui de minha torre que, mesmo sem descontar as aposentadorias, tais promessas, por ora, desenham uma ficção. Sem esgotar o tema, indico que, em minhas anotações um curso de soldado profissional, reduzido ao menor tempo possível, tem a duração de seis meses ou aproximadamente 1.300 horas. Um soldado temporário pode ser formado em quatro meses, mas este é meio soldado. Evidentemente que este humilde marquês não contesta a elaboração de projetos, mas a sociedade não merece que a realidade seja camuflada

Fonte Wanderley Soares

Jornal O Sul

Postado por Comunicação DEE ASSTBM

O Sul