Bombeiros poderão discutir a separação da Brigada sem o risco de punições

A chamada separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, prevista na PEC (Proposta de Emenda Constitucional) assinada, terça-feira última, pelo governador Tarso Genro no Palácio Piratini, sabem todos os especialistas envolvidos no episódio, marcou um ato nada mais do que político e psicológico. Político porque livra o Piratini do assédio dos separatistas, que se constituem na maioria dos bombeiros, e que, por ora, agradecem a iniciativa do governo. É psicológico por levar para o imaginário da sociedade a ideia de que, em breve, teremos um Corpo de Bombeiros em padrão Fifa. Como sempre defendi a separação a partir da constatação máxima de que “bombeiro não é policial”, entendo que a PEC tem como virtude maior a abertura ampla do debate da separação, mas sem nenhuma garantia de que ela ocorra. É importante a PEC porque, antes, o bombeiro que falasse em separação da Brigada estava sujeito a punições imperiais pelo regime da caserna. Agora, a proposta de divórcio está assinada pelo governo, mas que ninguém se engane, o processo será longo e litigioso. Sigam-me

 

Urgência

 

Na Assembleia Legislativa, para onde foi encaminhada a PEC, sua tramitação real somente deverá ocorrer a partir da próxima legislatura. Trata-se de um tema por demais complexo para ser levado com urgência no ano da Copa e das eleições. Mesmo na hipótese da reeleição de Tarso, o divórcio motivará outras discussões, pois a sua aplicação resultará em aumento pesadíssimo nos gastos públicos, o que fará com que as decisões escorreguem bem mais além do que o ano de 2016, que está na projeção atual do Piratini. Tarso não consegue compor o efetivo da Brigada hoje e, com a separação, deverá compor dois efetivos. Politicamente, no entanto, nesse campo, em grande parte, o Piratini conseguiu o que pretendia. Em minha torre, abri contagem regressiva até 2016.

Fonte: Wanderley Soares – wander.cs@terra.com.br

Jornal O Sul

Postado por Comunicação DEE ASSTBM

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