PMs Mascarados? Brigadianos usaram balaclava antichama para se proteger de coquetéis molotov, diz coronel

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No protesto de domingo, em Porto Alegre, manifestantes reclamaram que parte dos policiais estaria “mascarada”

No protesto contra a Copa de domingo, em Porto Alegre, antes do jogo entre França e Honduras, manifestantes reclamaram que alguns policiais estavam “mascarados”. Por baixo do capacete e da viseira, os agentes usavam um tecido negro que cobria o rosto, deixando apenas os olhos à mostra.

Nesta segunda-feira, o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Silanus Mello, explicou que cerca de 300 policiais vestiam “balaclavas antichamas”. Como um capuz, a peça, semelhante a dos pilotos de Fórmula 1, cobre a cabeça, rosto e pescoço.

— É um equipamento de proteção do policial. Como eles (manifestantes) jogam coquetel molotov, a nossa tropa tem de estar protegida para não sofrer lesão. Se não jogassem coquetel, não precisaríamos usar — diz Silanus.

Ele refutou qualquer possibilidade de a balaclava ter sido utilizada para ocultar as faces dos policiais. Ainda afirmou que, caso a Brigada Militar dispusesse do material em quantidade suficiente, todo o batalhão utilizaria como proteção.

— Os policiais estavam identificados com o número no capacete e o nome no peito. O brigadiano não precisa mostrar o rosto — afirmou.

Convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, o protesto de domingo reuniu cerca de 50 pessoas no Monumento ao Expedicionário, na Redenção. Depois de uma assembleia, o grupo rachou e cerca de 20 pessoas saíram em caminhada. A intenção era se aproximar do estádio Beira-Rio, mas a Brigada Militar, com grande efetivo, restringiu a movimentação, limitando a caminhada à região da Cidade Baixa.

Silanus explicou que o grande número de policiais é importante para evitar atos agressivos. Com a técnica da “superioridade de força”, a polícia acredita que intimida os manifestantes, conseguindo dissuadi-los da intenção de protestar com métodos violentos.

O ato de domingo terminou sem o registro de conflitos.

Fonte:  Carlos Rollsing

Jornal Zero Hora

Postado por Comunicação DEE ASSTBM

Obs: A foto é meramente ilustrativa

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