Veja o quanto cresce a execução de policiais no Brasil

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14-11-2014.235817_morte-de-poiciaisO Brasil registrou nada menos do que 490 policiais assassinados no ano de 2013. A maioria deles – 369 – foi executada quando estava fora de serviço, enquanto que os 121 restantes perderam suas vidas no horário de trabalho. Nos últimos cinco anos, o Brasil já sepultou 1.170 policiais, em decorrência da profissão que exercem. Se o quadro fosse constatado em qualquer outra classe profissional, ainda que resguardadas as proporções de efetivo, os representantes políticos seriam pressionados pela sociedade e reagiriam prontamente.

Os números são da edição 2014 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e apontam alguns fatores que podem explicar esse morticínio. Vejamos abaixo:

NO ‘BICO’

No papel, o policial não pode fazer ‘bico’ (serviço extra no setor privado). Mas a política salarial é tão massacrante no Brasil, que os próprios gestores acabam fazendo “vistas grossas” para essa proibição. Sem farda e longe dos colegas, o profissional se torna alvo fácil e, num combate trágico, perde a vida. E a sociedade perde mais um policial.

“NA ENCRUZILHADA”

Um policial de folga faz um pagamento numa lotérica qualquer. Chegam dois ou três homens armados e anunciam o assalto. “Reagir ou não?” Se matar os bandidos apenas para proteger o patrimônio alheio, vai enfrentar um processo judicial oneroso psicológica e financeiramente. Se não reagir e for ‘reconhecido’ pelos assaltantes, corre sérios riscos de morrer ali mesmo. Às vezes não dá tempo para fazer a escolha. E a sociedade perde mais um policial…

NA COVARDIA

A mídia não dá a importância devida, mas já publicou algumas reportagens sobre os planos de facções criminosas para matar profissionais de segurança pública indiscriminadamente. Basta ser polícia e pronto. Num descuido qualquer, vêm os tiros pelas costas. E a sociedade perde mais um policial…

EFEITO COLATERAL – O gráfico do Anuário Brasileiro de Segurança Pública é bem claro e revela o aumento do número de policiais mortos (em decorrência da profissão) nos últimos anos, principalmente quando estão fora de serviço. Só quem convive muito de perto com os profissionais da área tem a noção do quanto isso está sendo negativa e perigosamente revertido para a própria sociedade.

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