Batalhão recomenda corte de horas extras

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     Depois que o governo do Estado anunciou uma série de cortes de despesas, batalhões da Brigada Militar da Capital preparam-se para cortar as horas extras dos policiais militares. Com defasagem de pelo menos 16 mil servidores, a Brigada concede a policiais a possibilidade de trabalhar até 42 horas a mais por mês. Se o sistema for cancelado, estima-se que haverá redução de cerca de 10% da quantidade de brigadianos nas ruas – os responsáveis pelos serviços internos não têm direito a fazer hora extra.
Comandante da Brigada Militar, o coronel Alfeu Freitas tem reunião marcada para hoje à tarde com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, para tratar da questão. A primeira ideia é viabilizar a entrada de 2 mil candidatos que passaram em concurso no ano passado para ingressar na BM, porém tiveram o engajamento cancelado por contenção de verba.
O Diário Gaúcho conseguiu a cópia de um memorando emitido por um dos batalhões de Porto Alegre, no qual o comando avisa as companhias de que “não há horas extras disponíveis para o mês de janeiro para todas as companhias e seções, devido à troca de governo e ajustes de contas do Estado”. O documento pede que as horas extras já programadas sejam transformadas em horas ordinárias – dessa forma, os brigadianos receberiam, posteriormente, folga para compensar horas trabalhadas a mais. Pela lei, a carga de trabalho dos policiais militares é de 171 horas por mês.

     Em dezembro, cada um dos seis batalhões da Capital teve direito a conceder 2 mil horas extras a seus policiais – a grande maioria, soldados e sargentos, que recebem, respectivamente, R$ 17 e R$ 25 por hora excedida.
A redação tentou contato há pouco com o coronel Alfeu Freitas, que está reunido com a cúpula da Brigada. Embora seja previsto pelos batalhões, o corte não foi confirmado pelo comando geral.

Fonte: Diário Gaúcho

Foto: Diego Vara / Agencia RBS
Renato Gava
renato.gava@diariogaucho.com.brhoras extras