Servidores da segurança decidem manter paralisação iniciada há uma semana

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Policiamento terá menos servidores nas ruas por mais uma semana Foto: Fernando Gomes  / Agencia RBS
Policiamento terá menos servidores nas ruas por mais uma semana
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Brigada Militar continuará com aquartelamento enquanto Polícia Civil registrará apenas ocorrências urgentes

Um encontro de duas horas no final da tarde dessa segunda-feira (7) decidiu manter a paralisação dos servidores, pelo menos, até a próxima sexta-feira (11). Nesse dia, está previsto o depósito da segunda parcela dos salários do funcionalismo gaúcho. No entanto, não está descartada a ampliação do movimento, já que a expectativa é que o valor que entrará nas contas dos trabalhadores não será o integral.

Ações

Como a Brigada Militar é proibida constitucionalmente de entrar em greve, os servidores ficam aquartelados. Eles vão até os batalhões, mas atendem apenas ocorrências graves. Junto a isso, esposas e familiares dos brigadianos devem fazer piquetes nas saídas dos quartéis, assim como na última semana. Os Bombeirosdevem adotar o mesmo sistema de protesto.

“Nós vamos continuar mobilizados. Como nós somos proibidos de fazer a greve, mas a gente vai dar apoio a atos isolados de todas as esposas, familiares, amigos e dos demais sindicatos que apoiaram o movimento”, relata o presidente da Associação dos Sargentes, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar, Aparício Santellano.

Já a Polícia Civil prevê delegacias abertas, mas apenas ocorrências graves serão registradas. As demais, devem ser cadastradas através da internet.

“Decidimos que vamos continuar mobilizados, até por que o governo precisa se conscientizar de que a área de segurança pública está um caos nesse estado e não é culpa da nossa paralisação. É culpa da política do governo para a área da segurança pública no Rio Grande do Sul”, diz o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia, Isaac Ortiz.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) também manterá efetivo reduzido, o que acaba atrasando laudos para inquéritos.

Os servidores que respondem à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) irão manter efetivo menor nos presídios.

“Vamos manter apenas o atendimento médico de urgência, alvará de soltura, mantendo alimentação, enfim, as demais atividades a exemplo das transferências, audiências de presos, atendimento técnico, laudos, a parte administrativa fica toda suspensa”, conta o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do RS (Amapergs), Flavio Berneira.

Próximos dias

Mesmo com a previsão de encerramento da paralisação na próxima sexta-feira (11), novas reuniões com as categorias serão realizadas para ratificar a decisão.

GAÚCHA