Secretário garante pagamento em dia dos servidores em setembro

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secretGiovani Feltes disse que aprovação na Assembleia da ampliação do uso dos depósitos judiciais vai injetar R$ 1 bilhão aos cofres do RS

O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou nesta quarta-feira (23) que a aprovação do projeto que amplia o limite de saques dos depósitos judiciaisgarante o pagamento em dia dos salários de servidores públicos referentes ao mês de setembro. A medida vai injetar aproximadamente R$ 1 bilhão nos cofres do Estado.

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade nesta manhã, Feltes disse que esse recurso será utilizado para quitar a folha do funcionalismo, que foi paga em parcelas nos meses de julho e de agosto.

“Esse R$ 1 bilhão garante a folha de pagamento na medida que representa um pouco mais do que custa a folha de pagamento líquida tão somente do Executivo, que gira em torno de R$ 950 milhões mensais”, afirmou o secretário.

Feltes, no entanto, lembrou que permanece a dificuldade para realizar o pagamento de servidores públicos nos meses seguintes até o final do ano.

 “Temos os meses vindouros até dezembro”, observou.

O secretário Giovani Feltes também comentou a aprovação do projeto que reajusta as alíquotas de ICMS no Estado a partir de 2016. A matéria foi aprovada em sessão que terminou na madrugada desta quarta-feira. Feltes reiterou a avaliação de que o tarifaço não resolverá o problema do déficit nas contas do Estado, de R$ 6,4 bilhões previsto para o próximo ano.

“O recurso que virá (cerca de R$ 2 bilhões) do aumento de tributos representa apenas um terço do rombo nas contas previsto para 2016. Não imaginemos que o problema está resolvido”, avaliou.

Feltes ressaltou que novas medidas de economia do gasto público serão necessárias. Ele admitiu a necessidade de uma quinta fase do ajuste fiscal no Estado.

“Estamos estudando, sim, a possibilidade de ampliar ainda mais o seu ajuste fiscal. Quer me parecer necessária uma quinta fase do ajuste fiscal. O Estado não cabe no bolso da economia gaúcha. Ele custa muito mais do que temos condição de pagar”, afirmou.

GAÚCHA