PDT quer Bacci no lugar de titular da Segurança

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179651_SLíderes do partido criticam atuação do atual secretário do governo Sartori

O deputado Giovani Cherini (PDT), coordenador da bancada gaúcha no Congresso, voltou a criticar a condução da Secretaria de Segurança do Estado e pediu a substituição do atual titular da pasta, Wantuir Jacini, pelo deputado estadual Enio Bacci (PDT). Segundo Cherini, o secretário é desconhecido da maior parte da população e deixou a situação chegar ao “caos”. “Ele ficou muito tempo fora do Estado, conhece pouco o Rio Grande, por isto estamos nessa situação. Além da segurança, precisamos da sensação de segurança, e o Bacci poderia fortalecer a secretaria. Ninguém aguenta mais”, afirmou Cherini.

O próprio Bacci, que comandou a Secretaria no governo Yeda Crusius (PSDB), já criticou Jacini na tribuna da Assembleia, cobrando mais agilidade nas decisões, chegando a afirmar que faltava “voz de comando na Secretaria de Segurança Pública”. Ao mesmo tempo em que cobra ações do governo, o PDT deu os votos necessários à aprovação da troca das alíquotas do ICMS medida fundamental para o orçamento dos próximos anos, segundo o Piratini. O líder da bancada na Assembleia, Eduardo Loureiro, entretanto, afirma não haver relação entre os assuntos e diz que o PDT não pleiteia novos espaços no governo. Loureiro, contudo, reconhece que Jacini sofre desgaste. “Estão levantando o nome de Bacci por outras circunstâncias. Entendo o contexto complicado na área, mas não houve qualquer negociação nesse sentido”, garante.

O presidente estadual do partido, Pompeo de Mattos, acredita que o partido deva colaborar fazendo críticas internamente. “Não é porque cobramos que queremos tomar o lugar. Temos conhecimento de causa, o Enio (Bacci) já foi secretário. Estamos no governo vamos colaborar para encontrar as melhores soluções”.

Em entrevista ao programa Conexão Guaíba, da Rádio Guaíba, no último sábado, Jacini afirmou que discorda da posição do PDT em convocar a Força Nacional de Segurança para amenizar o clima de insegurança na Capital e Região Metropolitana. “A Força Nacional tem 150 homens enquanto a Brigada Militar tem 3 mil homens. A Força Nacional pode ser empregada para questões específicas”, disse. Jacini declarou ainda que a nomeação de novos brigadianos está descartada em função das medidas de contenção de gastos imposta pelo governador.

Fonte:Iuri Ramos/Correio do Povo