Equipamento usado por PM morto após confronto na Capital será enviado para perícia

78

17840951Relatos nas redes sociais e de colegas do soldado dizem que no dia do confronto a arma, o colete e o rádio da BM falharam

O 20º Batalhão de Polícia Militar de Porto Alegre envia nesta terça-feira (22) para perícia o material usado pelo soldado Marlon da Silva Corrêa, que foi baleado durante um confronto com bandidos em um assalto a uma loja de tênis na zona norte, no dia 14 de dezembro.  O policial morreu na noite desta segunda-feira (21), após ficar uma semana internado no Hospital Cristo Redentor.

Relatos nas redes sociais e de colegas do soldado dizem que no dia do confronto a arma, o colete e o rádio da BM usado para a comunicação dos policiais falharam. No entanto, conforme inspeção feita pelo comandante do 20 BPM, tenente-coronel Egon Marques Kvietinski, o tiro que vitimou o soldado pegou entre o corpo e a parte inferior do colete, que fica desprotegida.

“A parte inferior estava tapada de sangue, acreditamos que o tiro tenha pego por baixo do colete”, conclui.

Para o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Moacyr Stocker dos Santos, a arma estava em perfeita condição de uso, porém  “toda arma semiautomática corre risco de travar”. “Quando se acaba munição arma fica aberta, mas não se sabe exatamente em que momento travou essa arma”, conta.

Rádio com espaços sem frequência
O comandante do 20ª BPM diz que a área da zona norte e da Baltazar de Oliveira Garcia possui diversos pontos de “sombra”, que dificultam o funcionamento do rádio da BM. Isso pode ter acontecido, mas o apoio de colegas, segundo ele, chegou rapidamente ao local.

Já o subcomandante da BM diz que a corporação tem um prazo até 2020 para trocar o sistema de rádios, que já é defasado. “Por ano, diversos delinquentes são pegos na mesma frequência da Brigada”, informa.

Excelente soldado
Natural de Santa Maria, o soldado Corrêa era formado há cinco anos. O comandante do Batalhão diz que ele era conhecido como um excelente militar de linha de frente e operacional.

Dados da ABAMF mostram que 12 policiais morreram em combate neste ano.

GAÚCHA