Parcela inicial dos salários de julho será inferior a R$ 2 mil

2373

thumb (3)Governo deverá dividir em seis o pagamento dos vencimentos dos servidores em agosto

Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Fontes consultadas na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) confirmaram nesta quarta-feira à Rádio Guaíba que a faixa inicial do pagamento parcelado do funcionalismo de julho vai ser inferior a R$ 2 mil – abaixo, portanto, da expectativa inicial. O cenário decorre da queda de receita e da diminuição de repasses da União. O cronograma de pagamento deve se estender até 19 de agosto.

Durante a semana, o Palácio Piratini reafirmou que o salário dos servidores não vai ser pago de forma integral pelo sexto mês seguido. Amanhã, o titular da Fazenda, secretário Giovani Feltes, detalha, em coletiva de imprensa, como a folha de julho vai ser paga.

O cálculo apresentado pelos técnicos da Fazenda reitera que o Estado vem arrecadando valor inferior ao projetado mês a mês. De janeiro a maio, por exemplo, o déficit chegou a R$ 300 milhões. A projeção de faturamento com ICMS para 2016 também caiu, em aproximadamente em R$ 800 milhões. Em 2015, o Executivo já havia deixado de arrecadar R$ 2 bilhões.

Em junho, os salários só foram completamente quitados após o pagamento de seis parcelas. A primeira, depositada em 30 de junho, foi dividida em duas – R$ 2,6 mil pela manhã e R$ 400, horas depois. A última – de R$ 600 – foi quitada em 11 de julho. O valor total da folha anterior chegou a R$ 1,4 bilhão.

A renegociação da dívida com a União, isentando o Rio Grande do Sul de pagar as parcelas mensais até o fim do ano, não é vista como vantagem para pagar os salários em dia. A interpretação é de que o Estado já não vinha pagando as últimas prestações e, ainda assim, seguiu atrasando a folha.

Em outubro, Fazenda pode estar ainda pagando vencimentos de agosto

Com déficit milionário, os técnicos da Sefaz advertem, ainda, que o parcelamento de salários de agosto do funcionalismo pode não ser quitado ao longo de setembro, fazendo com que duas folhas diferentes se encontrem, entre o fim do mês e o início de outubro. A estimativa do Palácio Piratini era ver essa situação ocorrer ainda antes, em julho, mas a renegociação da dívida com a União foi um dos fatores que postergou o impasse.