Bloco da Segurança Pública define ações que serão deflagradas nesta quinta-feira

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thumbPresidente da Amapergs apontou que paralisação irá acontecer em todo o Estado

O bloco da Segurança Pública, integrados pelas entidades de classe da Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias e Superintendência dos Serviços Penitenciários, definiu as ações que serão deflagradas nesta quinta-feira quando ocorrerá uma paralisação das categorias em protesto contra o parcelamento dos vencimentos determinados pelo Governo do Rio Grande do Sul. As medidas foram acertadas em reunião realizada na manhã desta terça-feira, em Porto Alegre.

O presidente da Amapergs Sindicato, Flávio Berneira, anunciou uma passeata a partir das 15h da sede da Secretaria Estadual da Fazenda até o Palácio Piratini, em Porto Alegre. Pela noite, os integrantes de movimentos sociais da cidade, que lutam contra a violência e insegurança, farão às 19h uma caminhada luminosa, com velas acesas, da Esquina Democrática até o Palácio Piratini. “Vamos também acender nossas velas”, assegurou Flávio Berneira, lembrando que haverá muita panfletagem durante o dia.

Conforme o presidente da Amapergs Sindicato, o dia de paralisação será em todo o Estado, com cada região estabelecendo suas ações. Ele pediu que os delegados e oficiais acompanhem a mobilização pois, na sua avaliação, os problemas da segurança pública afetam a todos.

A orientação é para que todos permaneçam em seus locais e atendam somente casos graves durante todo o dia. Flávio Berneira recordou ainda que o funcionalismo público estadual também deve aderir à paralisação nesta quinta-feira. “Estão todos indignados”, resumiu.

Delegados da Polícia Civil decidem quarta se paralisam atividades

Servidores avaliam medidas diante de novo parcelamento de salários

Os delegados da Polícia Civil decidem, nesta quarta-feira, as medidas que serão adotadas pela categoria diante do novo parcelamento dos vencimentos determinado pelo Governo do Rio Grande do Sul. Entre elas, está a adesão à paralisação da segurança pública nesta quinta-feira, a suspensão de operações policiais, a impossibilidade de iniciar o curso para novos servidores na Academia de Polícia e a retirada imediata de presos das dependências das delegacias.

Em nota oficial, a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) aponta um “absoluto desprezo demonstrado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul” e que tem “demonstrado desrespeito com os servidores, tendo em vista o parcelamento aviltante dos seus salários”.

Para a entidade de classe, é “nítido que está se fazendo escolhas ao saldar contratos e outras obrigações que geram juros e repassando, integral e antecipadamente, os recursos financeiros para os demais poderes e órgãos autônomos, em detrimento do pagamento dos funcionários do Executivo”. O documento é assinado pela presidente da Asdep, delegada Nadine Tagliari Farias Anflor.

Brigada Militar se manifesta

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm) também se posicionou sobre a atual situação da segurança pública. Em nota, a entidade lembrou que o Governo “aumentou impostos, congelou salários, alterou regras previdenciárias, reduziu orçamentos, tudo com a pretensão de enfrentar a crise sem precedentes pela qual passa o Estado”. Na avaliação da Asofbm, o que existe é uma “crise de insegurança pública, de saúde, de educação, e gestão de governo”, acrescentando que “o deboche, o descaso com o qual o Governo do Rio Grande do Sul trata os servidores da Segurança Pública ajuda a empurrar ainda mais nosso Estado para a borda do precipício.

A Asofbm orientou que sejam comandadas apenas ações rotineiras de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, suspendendo operações diversas e de inteligência. Além de ser empregado o efetivo nas ações de policiamento ostensivo ou de bombeiro militar, apenas quando disponível e adequado o equipamento de proteção individual, revisado ou dentro do prazo de validade por razões de segurança.

Outras medidas proposta pela entidade são: escala dos militares estaduais observando o parâmetro constitucional da jornada de trabalho, sem impor cumprimento de sobre jornada, exceto se houver horas-extras disponíveis, concedendo folga aos militares que cumpriram a carga horária limite, e que qualquer deslocamento para fora de suas sedes sejam realizados exclusivamente com o pagamento antecipado das diárias de viagem. A nota foi assinada pelo presidente da entidade, coronel da reserva remunerada Marcelo Gomes Frota, e pode ser lida na íntegra no site da Associação.

Correio do Povo