Secretário não falou em datas para o pagamento do 13° salário dos servidores

Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Com um discurso cauteloso, o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou que a aprovação da renegociação da dívida dos Estados com a União, aprovada nesta terça-feira pela Câmara dos Deputados, é um primeiro passo para “tirar a corda do pescoço” e equilibrar as contas do Rio Grande do Sul. Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta quarta, Feltes falou sobre as cifras que devem ser economizadas nos próximos três anos, que, conforme estimativas, devem chegar a R$ 8,7 bilhões.

— Agora, teremos outras possibilidades para encurtar o espaço de sufoco que o Rio Grande do Sul vem enfrentando ao longo do tempo — ponderou, acrescentando que a decisão não empurraria o problema para frente, pois a “bola de neve” não cresceria como antes em função da mudança de alguns indicadores econômicos que reduziriam o ritmo da dívida.

Considerado pelo secretário como “um bom indicativo”, a medida dá fôlego para que o governador José Ivo Sartori comece a pensar na aplicação de mais recursos em áreas básicas como segurança, saúde e educação.

— A ideia do governo é criar uma cultura permanente no Rio Grande do Sul de não gastar mais do que se arrecada. Temos um Estado que custa muito mais do que pode pagar agravado pela recessão — defendeu.

Sobre o pagamento do 13° dos servidores públicos, Feltes foi taxativo: o Estado ainda não tem caixa suficiente para cumprir com este compromisso e sequer com o 12°. Embora fale em creditar ao menos a metade de um dos pagamentos até o fim de dezembro, o secretário não prevê datas:

— Não tem como afirmar de forma categórica porque, hoje, não temos recursos para tal.

Ouça a entrevista na íntegra:

 

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