Policial paranaense que matou PM gaúcho em operação irá a júri

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Alex Olguerd Danielewicz Filho participou de ação em Gravataí que resultou na morte do sargento Ariel da Silva, em 2011

ZERO HORA

O policial civil denunciado pela morte do sargento Ariel da Silva, durante uma operação em Gravataí, no ano de 2011, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal nesta segunda-feira (30).

Alex Olguerd Danielewicz Filho será julgado por homicídio qualificado, com recurso que dificultou defesa da vítima e perigo comum, já que colocou em risco a vida de outras pessoas ao usar metralhadora em via pública. Ainda não há data para o julgamento.

Já os outros dois policiais paranaenses que estavam com Alex, Cleber Custodio Furquim e João Paulo Heitaro, foram absolvidos sumariamente pela Justiça, pois não dispararam contra o sargento.

Os policiais, segundo o Ministério Público (MP),monitoravam uma quadrilha que havia sequestrado dois agricultores paranaenses e que estaria os mantendo em cativeiro no município da Região Metropolitana de Porto Alegre. No entanto, as autoridades gaúchas não teriam sido avisadas sobre a investigação.

Na madrugada do dia 21 de dezembro, o sargento de folga Ariel da Silva desconfiou de um carro com placas do Paraná parado perto de sua casa. Quando se aproximou do veículo, onde estavam os policiais paranaenses, foi morto com uma rajada de metralhadora.

Na tarde do mesmo dia, uma outra equipe discreta do Paraná chegou em Gravataí, acompanhada da Polícia Civil gaúcha em busca do cativeiro. Como a Brigada Militar não havia sido informada da operação, uma viatura abordou os investigadores. No mesmo momento, um carro com os sequestradores foi visto saindo de uma garagem e, na troca de tiros, um dos reféns foi atingido e morto por um disparo do delegado Leonel Carivali, que foi absolvido no ano de 2013.

Polícia isolou a área onde ocorreu a morte em Gravataí
Jean Schwarz / null