Sargento da Brigada Militar tem cirurgia cancelada pela terceira vez

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Policial está internado no Hospital Santa Rita, no Complexo da Santa Casa, em Porto Alegre. Ele passaria pela peritonioscopia com quimioterapia intradérmica na manhã desta sexta-feira
Marco Antônio Teixeira, ao lado da esposa Cláudia Siqueira

O sargento da Brigada Militar de Rio Pardo, Marco Antônio da Silva Teixeira, preparava-se para passar pelo procedimento apontado como a única chance de cura quando teve a cirurgia cancelada pela terceira vez. Ele foi diagnosticado com um tipo raro de câncer, chamado pseudomixona peritoneal, em julho. Desde então, batalha para conseguir fazer a cirurgia – avaliada em R$ 230 mil – pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE).

Nesses últimos meses, o procedimento foi negado duas vezes pelo IPE, mesmo com a avaliação positiva do Conselho Federal de Medicina. Teixeira está internado no Hospital Santa Rita, no Complexo da Santa Casa, em Porto Alegre. Na noite desta quinta-feira, 23, a família foi avisada que o procedimento marcado para as 6h30 desta sexta-feira novamente não aconteceria.

De acordo com a professora Cláudia Corrêa Teixeira, esposa de Marco Antônio, dessa vez o motivo foram os medicamentos. Parte do procedimento já não seria custeado pelo IPE – despesas como a medicação e aparelhos necessários, como uma máquina importada, seriam quitadas por meio de uma campanha feita pela família e amigos, que arrecadou R$ 45 mil. Outros R$ 22,5 mil foram parcelados pela família, através do hospital.

Justificativa

Nos ofícios em que o procedimento foi indeferido pelo IPE, a justificativa foi a mesma. O instituto afirma que a cirurgia não consta na Tabela de Honorários Profissionais (THP). Também cita que os materiais necessários – justamente os que seriam custeados através da campanha – não constam na Tabela de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Topmed).

A cirurgia

O procedimento é apontado como a única chance do rio-pardense. A peritonioscopia com quimioterapia intradérmica é complexa e feita somente em dois hospitais no Rio Grande do Sul. Todo o tratamento pode durar até 24 horas com uma equipe que conta com quatro cirurgiões oncologistas, dois anestesistas, dois oncologistas clínicos, fisioterapeuta e nutricionista, além de um grande grupo de enfermagem. Durante a operação, a cavidade abdominal precisa ser aberta e limpa e o tumor removido e ressecado.