Confronto aconteceu no bairro 1º de Maio, no dia 23 de novembro

Dois meses depois da morte de quatro suspeitos no bairro 1º de Maio, em Caxias do Sul, o inquérito apontou que os policiais militares agiram em legítima defesa. A investigação da Polícia Civil foi concluída na segunda-feira. Morreram no confronto Pedro Henrique Caxambu de Jesus, 19 anos,  Robson dos Santos Oliveira, 23, Rodrigo de Andrade de Matos, 20, e Leandro de Melo Alves, 20.

Conforme a versão da Brigada Militar (BM), no final da manhã de 23 de novembro, os policiais foram até a casa no bairro 1º de Maio para apurar suspeita de ponto de venda de drogas e foram recebidos a tiros. Três pessoas morreram dentro da residência e outra em uma viela aos fundos. Nenhum policial ficou ferido. Alguns moradores contestaram a versão da BM, afirmando que não houve confronto.

De acordo com o delegado Rodrigo Duarte, da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos de Caxias, a perícia apontou que o disparo de calibre 12 na porta da residência foi feito de dentro para fora, o que é indício de confronto. O exame residuográfico (que mostra resíduos deixados pelo disparo da arma) deu positivo para dois dos mortos. Para os outros dois, o resultado foi inconclusivo.

— Por meio de perícias se verificou que houve o confronto. Em razão disso, o inquérito foi remetido sem indiciamento em razão da punibilidade pelas mortes — explica Duarte.

Um dia depois da ocorrência no 1º de Maio, um ônibus foi incendiado no bairro Jardim América. O inquérito da Delegacia de Furtos, Roubos e Capturas resultou no indiciamento de três pessoas. Dois deles afirmaram à polícia que agiram em retaliação ao confronto. Eles, no entanto, negaram qualquer ligação com facções criminosas.

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