Secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso afirma que gestão trabalha para “construir esse cenário” 

GAUCHAZH

Mesmo com a falta de recursos para os salários de junho dos servidores — que gerou um atraso ainda maior no calendário de pagamento —, o governo do Estado mantém o compromisso e a previsão de retomar a quitação dos vencimentos em dia até o fim do ano. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, nesta sexta-feira (13), o secretário estadual da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, disse que o governo tem feito “esforços” para cumprir o prometido:

— Entendemos que ainda é, sim, viável. A economia tem crescido menos do que se esperava no início do ano, e isso é um desafio, mas a gente tem feito esforços na área de arrecadação, e há medidas em andamento de recuperação de impostos atrasados de exercícios anteriores. Só a adesão ao regime, liberando espaço para financiamento de parte dos passivos de exercícios anteriores, nos ajudaria, porque deixaria de onerar o caixa. É uma situação difícil no país, mas estamos trabalhando para construir o cenário de colocar em dia esse calendário — disse.

O secretário evitou falar sobre as próximas etapas do pagamento dos salários de junho — disse apenas que isso será anunciado na próxima segunda-feira (15). Nesta sexta-feira (12), foram pagos os salários de quem recebe até R$ 3,5 mil — as faixas anteriores já haviam sido quitadas. No dia 15, serão pagos os servidores que ganham até R$ 4 mil, e a Secretaria da Fazenda divulgará o calendário de pagamento para servidores que ganham acima de R$ 4,5 mil. Se nenhuma receita extraordinária entrar no caixa, é possível que o governo termine de pagar a folha de junho apenas em agosto.

Neste mês, de forma inédita, o governo adotou um sistema diferente de pagamento, com depósitos integrais para grupos de servidores com determinadas faixas salariais, e com o retorno do parcelamento para trabalhadores que têm salários maiores.

Na entrevista, o secretário da Fazenda reforçou que não há possibilidade de privatização do Banrisul:

— Nosso caminho de adesão ao regime de recuperação fiscal não passa pela privatização do Banrisul. Todas as outras medidas indicam que o governo está comprometido com o ajuste fiscal, e que isso está sendo feito para a sustentabilidade do Estado. Ao longo do segundo semestre, entendemos que temos a possibilidade de aderir ao regime.