ASSTBM participa de audiência na Casa Civil para tratar da situação do HBM-POA

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A ASSTBM, representada pelo seu diretor Ricardo Agra, participa de reunião na Casa Civil sobre a escassez de medicamentos no HBM .Reunião ocorreu na tarde quarta-feira (14) onde o deputado estadual Dr. Thiago Duarte intermediou a reunião das entidades de classe que representam servidores públicos estaduais da segurança e o chefe de gabinete da Casa Civil do governo do Estado do Rio Grande do Sul, Jonatan Brönstrup. Estavam presentes a reunião, além da representação da ASSTBM, a presidente do Sindiperícias Rio G Sul , Carla Jung, o diretor vice-presidente da ABAMF BM, Jairo Rosa e o chefe da assessoria e inteligência institucional da Asofbm Brigada Militar, tenente coronel Jorge Alberto Alvocem Pinto.

Na pauta da reunião a entrega de ofício informando a Casa Civil sobre a constatação, do dia 12 de abril, em visita técnica do presidente CPI dos Medicamentos e Insumos Covid-19, deputado Dr. Thiago Duarte da escassez de remédios do Kit Intubação. “Identificamos que a UTI tem a possibilidade de atender 20 pacientes Covid, já chegou no ápice da crise a atender 22 pacientes, mas faltam os anestésicos e bloqueadores neuromusculares, em função disso semana passada tiveram que transferir 7 pacientes, o que põe e risco a vida destes pacientes, aumentando a chance de óbito de 80% a 90%” relatou Dr. Thiago Duarte. “Estes pacientes acabam utilizando leitos de SUS, tirando a possibilidade de que outro paciente o utilize” ponderou, Dr. Thiago Duarte. “O estoque de anestésicos e bloqueadores neuromusculares só dura até sexta-feira” afirmou o tenente coronel Jorge Alberto Alvocem Pinto.

O chefe de gabinete da Casa Civil concordou que “pode ter faltado bom senso na distribuição de remédios”. “Temos informação de que alguns hospitais públicos tem estoque de até 6 meses dos remédios do Kit Intubação, para uns 3 dias para outros 6 meses, há um desequilíbrio” corroborou Dr. Thiago Duarte.“No HBM também são atendidos os servidores do Estado do RS conveniados ao IPE, não entendo como o HBM não está no rol de hospitais que estão recebendo os remédios do Kit Intubação, por um equívoco está sendo considerado um hospital privado pela Secretaria Estadual da Saúde” argumentou Dr. Thiago Duarte. “Um brigadiano que for baleado em ação não terá como ser atendido no HBM, vai ter que ser atendido ao lado do criminoso com o qual estava em conflito. Isso é muito perigoso.” salientou Ricardo Agra. “A transferência de 6 de nossos colegas da BM para outros hospitais põe em risco a vida dos pacientes graves, além de sobrecarregar o SUS” afirmou Jairo Rosa. O ofício foi recebido mas não foi estabelecido compromisso de abastecimento dos remédios pelo chefe de gabinete da Casa Civil. “O governo do estado está finalizando o processo de compra destes remédios do Kit Intubação” afirmou Jonatan Brönstrup.