Policiais Militares se formam como instrutores do Proerd em curso da BM em Osório

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Formatura de instrutores do Proerd em Osório – Foto: Sd Rezende / CRPO-Litoral

O primeiro Curso de Formação de Instrutores do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), realizado pela Brigada Militar neste ano, encerrou-se nesta sexta-feira (14/7), na sede do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Litoral (CRPO Litoral), em Osório. Estava prevista cerimônia com convidados, mas foi cancelada devido a transtornos causados em vários municípios pelo fenômeno meteorológico da quinta-feira (13), tendo sido realizada formatura somente com policiais militares.

O curso iniciou no dia 03 de julho, coordenado pelo tenente Fabiano Brondani de Aquino (Esfas/Santa Maria), com auxílio do soldado e pedagogo Rodrigo Amarante (Centro de Treinamento Proerd/DE) e mentores. Formaram-se 34 policiais da Brigada Militar de vários Comandos Regionais, entre uma capitã, sargentos e soldados, e uma major do estado de Sergipe.

As oradoras da turma foram a capitã Franciela Santos (CRPO Vale dos Sinos) e a major da PM sergipana Amanda Tobias. “Agradecemos aos instrutores por nos capacitarem a transformarmos a vida de crianças e adolescentes”, falou a capitã Franciele. Já a major Amanda afirmou que o curso ofereceu “integração rica e potente” para ela aplicar na PM de Sergipe. “Um policial fardado em sala de aula, muitas vezes é a única referência positiva que uma criança tem na vida”, destacou.

A coordenadora técnica estadual do Proerd, major Karine Soares Brum, fez analogia entre o curso e a situação meteorológica do último mês. “O Proerd é o ciclone do bem, vocês foram atingidos de maneira que não imaginavam e vão impactar muitas vidas”, disse.

O comandante do CRPO Litoral, tenente-coronel Ney Humberto Fagundes Medeiros, contextualizou que grande percentual de crimes decorre do tráfico de entorpecentes e nessa realidade o Proerd é um diferencial na sociedade, pois vai ensinar crianças e adolescentes a se distanciarem de drogas e da violência.

Texto: Jornalista Jussara Pelissoli – servidora civil