Intenção do governo gaúcho e considerada arrocho e destruição das carreiras

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As entidades dos Policiais e Bombeiros Militares gaúchos – ABAMF, ASSTBM, ABERGS, AOFERGS, AESPPOM, ASOF e associações independentes – estiveram reunidas na manhã de hoje(17/10), na sede da ASSTBM. Logo no início, o presidente Aparício Santellano esclareceu que a reunião não foi uma assembleia da categoria, mas a distribuição correta das informações a todos os representantes no Estado.

Foi informado o resultado do estudo feito pelos advogados das Entidades. O posicionamento é contra todas as propostas que remetem a redução no salário e fim de direitos. Ainda foi esclarecido que alguns itens não dependem apenas da vontade do governador, mas da aprovação da reforma da Previdência, que ocorre em nível federal.

É ponto pacífico que a parcela autônoma que o governo estadual pretende criar levará a um congelamento de parte do salário, pois os reajustes futuros serão somente no salário básico.

O presidente da ABAMF, José Clemente, ressaltou que é uma situação das mais graves que já viu.”Precisamos ter um alinhamento, estarmos todos juntos e mostrar que não se deve mexer com a maior força da segurança pública do RS”.

O presidente Ubirajara Ramos, ABERGS, destacou: “as propostas não mudam a situação financeira do Estado, mas retiram muitos direitos dos Militares Estaduais”.

Outra preocupação é com os jovens que ingressaram na BM. Os avanços na carreira  são, praticamente, ceifados diminuindo de forma considerável a remuneração e com grande risco do fim das promoções.

Com relação a saúde, existe uma dúvida, pois o texto cita  servidores, mas não dependentes, deixando uma lacuna para cobranças.

A proposta para major Róger Nardes, ASOF, pode levar os PMs e BMs a ter, como tempos atrás, o pior salário do Brasil.