Tarso promete calendário de reajuste para servidores da Polícia Civil ainda em fevereiro

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O governador Tarso Genro prometeu, na manhã desta terça-feira, apresentar um calendário de reajuste salarial aos agentes da Polícia Civil antes do final deste mês.

Nesta manhã, um grupo de 20 servidores da Polícia Civil realizou manifestação pacífica em frente ao Palácio da Polícia e pediu ao governador que atenda a categoria, com o mesmo calendário e mesma data de prazo que foram apresentados aos delegados de polícia. No começo do ano, o governo ofereceu um aumento salarial, que serão pagos de forma gradual entre 2013 e 2018, dobrando o atual salário de um delegado iniciante.

Na escadaria do Palácio da Polícia, o presidente da Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, apresentou a solicitação ao governador, que pediu para os servidores terem calma.

— Vai ser feita uma proposta convincente para vocês. Não percam a cabeça no movimento. É fácil entrar numa greve, mas é muito difícil sair — afirmou Tarso.

A categoria está realizando a operação Cumpra-se a Lei, que já começou no Departamento Estadual de Investigações Criminais, em Porto Alegre, e no interior do Estado. Prisões em flagrante estão sendo presididas por delegados, os agentes não estão tomando mais depoimento sem a presença de delegado e os sobreavisos não serão mais feitos, pois os servidores não estariam recebendo por estes serviços.

Ao final da aula inaugural para os 500 novos alunos do curso de formação de escrivães e inspetores, o governador anunciou que irá chamar os quase 300 policiais que já concluíram o curso anterior. E também prometeu apresentar um calendário de reajuste aos agentes ainda em fevereiro.

— Nós queremos, antes do fim do mês, resolver esta questão. Estamos com um grupo interno avaliando estas questões.

Pela última proposta apresentada pelo governo, o salário dos agentes chegaria a R$ 3.700 em 2018. A categoria esperava R$ 8.500 até lá.

Na quarta-feira, os policiais prometem entregar telefones funcionais que recebem grampos de escutas telefônicas. O chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Júnior, informa que esta medida, se for tomada, é ilegal.

No dia 7 de março, a categoria irá fazer uma assembleia que deverá avaliar a nova proposta do governo do Estado e se poderá aderir a uma paralisação.

Fonte: Rádio Gaúcha

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