Artigo: FLORES DA CUNHA E OS BLINDADOS PARA A BRIGADA MILITAR

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   Carro Blindado Brigada Militar 1937_Romeu Karnikowski         João Antônio Flores da Cunha, nascido em Livramento no dia 5 de março de 1880, era um homem extraordinário. Ele possuía as virtudes e também os vícios que recheiam os homens excepcionais. Ele era arguto e perspicaz como Ulisses e arrojado como Aquiles, mas acima de tudo, adotado de uma coragem descomunal testada nos muitos combates que enfrentou nas várias guerras insurrecionais em que lutou. Ele era um homem do pampa por isso amava a liberdade, tal como também amava o poder. Mas a sua grande paixão era a Brigada Militar, cuja admiração e apreço pela mesma tiveram origem nos seus tempos de muito jovem, saindo da infância, quando lhe erram narrados os feitos da ínclita na guerra federalista de 93, como intendente (prefeito) de Uruguaiana e no comando da famosa Brigada Oeste na Revolução de 1923, quando teve o encargo principal de combater o legendário general Honório Lemes (1864-1930), o mais brilhante chefe maragato, denominado o “Leão de Caverá” por suas brilhantes táticas militares. Mesmo quando finalmente ele conseguiu derrotar e capturar Honório em 1926 devolveu a espada do chefe maragato em um ato de admiração, mas também de honra cavalheiresca. Na Revolução de 1930, apoiou o decididamente Getúlio Vargas, sendo nomeado interventor do Estado do Rio Grande do Sul em 28 de outubro, quatro dias depois da entrada triunfal de Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, quando as tropas dos Corpos Auxiliares (antigos Corpos Provisórios), que acompanharam o seu líder vitorioso desde o Rio Grande do Sul, amarraram as rédeas dos seus cavalos no grande obelisco, monumento construído na av. Rio Branco da capital federal, naquele que provavelmente é o episódio mais célebre e emblemático dessa revolução. Ele ficou no cargo de interventor até abril de 1935, quando foi eleito governador no qual ele ficou mais dois anos e meio, quando renunciou para evitar uma guerra civil. Enquanto foi interventor e depois governador, ele não perdia a oportunidade em sempre mostrar o seu orgulho desmedido pela Brigada Militar. Na prazerosa manhã do dia 5 de março de 1935, ele “viajou” com sua comitiva até a academia da corporação nas Bananeiras, para o grande churrasco que lhe foi oferecido por ocasião de seu aniversário. Entre sorrisos e comprimentos, as oficialidades da milícia gaúcha e das forças federais, se misturavam em conversas e amenidades, junto com a grande quantidade de convidados, tendo ao fundo as bandas do Exército e da própria corporação. Mas eis sob os tambores e as fanfarras da banda da milícia, para orgulho e deleite do governador o 1º batalhão de infantaria, aquartelado nas cercanias, realizou uma apresentação marcial impecável e perfeita, sob os aplausos de todos os presentes e a estupefação dos altos oficiais da 3º Região Militar. O coronel João de Deus Canabarro Cunha, então tenente-coronel do Exército, exercia o comando geral da força gaúcha, permanecendo perfilado junto com o governador Flores da Cunha. Ele era um soldado nato, tendo praticamente dedicado toda a sua carreira à Brigada Militar, desde quando chegou como oficial da Missão Instrutora do Exército para treinar a milícia gaúcha em 1922. Era chamado de o “grande comandante” tal o respeito e reconhecimento que tinha angariado por seu trabalho. Ele como um dos mais destacados oficiais da Missão Instrutora do Exército, que começou a instruir a Brigada Militar em 1909, era um dos maiores responsáveis, por ter feito da milícia gaúcha, uma das mais disciplinadas e bem treinadas forças do Brasil. A Missão Instrutora do Exército foi tão importante para profissionalizar militarmente a Brigada Militar, quanto a Missão Militar Francesa, chefiada pelo coronel de artilharia Paul Balagny, contratada pelo governador Jorge Tibiriça em 1906, foi para a Força Pública de São Paulo. Na verdade, o governador Flores da Cunha, como um guerreiro que era, queria mostrar aos oficiais do Exército a força e a disciplina da Brigada Militar, o que deveras conseguiu, deixando-os impressionados. A razão disso era que ele ia ficando cada vez mais em oposição ao processo centralizador da política de Vargas que a Constituição de 1934 não conseguiu frear. As diferenças entre Flores da Cunha e Getúlio Vargas, à medida que os anos transcorriam, iam se tornando insustentáveis. O presidente Vargas, talhado na visão positivista e autoritária de Júlio de Castilhos, pretendia que a modernização do Brasil, deveria ser conduzida exclusivamente pelo estado federal. Nesse processo, os estados e os municípios eram esvaziados da sua importância política e econômica e para tanto se tornava necessário, na concepção de Vargas, subtrair e eliminar as bandeiras, as insígnias e a própria histórias desses entes federados. A modernização do país, conduzida por Vargas, passava pela destruição da história dos estados e realidades locais. O Estado brasileiro sempre foi intervencionista mesmo antes de 1930, mas o que estava agora estava em disputa era a forma e o grau de centralização perpetrada pelo Presidente Vargas. Ainda que no início partilhasse do projeto varguista, a experiência na governança de um estado fez o general Flores da Cunha se posicionar contra essa perspectiva centralista, cujo preço o país paga caro até os dias de hoje. O governador, dessa forma, lutava para construir o caminho da maior autonomia política e econômica dos estados. Não é sem razão que ele começou a trabalhar na possibilidade de vir a chocar-se contra o governo federal e para tanto começou a fortalecer a sua milícia. A lei federal nº 192, de 17 de janeiro de 1936, proibiu as forças militares estaduais de possuírem aviação de guerra, artilharia e carros de combate, mas não vedou o uso de blindados e de metralhadoras. Aproveitando-se dessa brecha, o governador Flores da Cunha tratou de reaparelhar a sua força estadual com a compra de armamento do exterior, entre os quais blindados. Sob a intermediação do Sr. Theodoro Etzenberger, um dos mais conceituados homens de negócios da capital gaúcha, adquiriu da Hungria, uma grande quantidade de armamento, entre eles quatro blindados considerados entre os mais modernos do mundo. Esse arsenal bélico foi transportado de navio até Porto Alegre. Assim, na noite fria de 23 de agosto, dezenas de caminhões da Brigada Militar, com centenas de soldados à paisana, comandados pelo bravo coronel Orestes Carneiro da Fontoura, também à paisana, chegaram ao cais do  porto. Os soldados carregaram muitas caixas nos caminhões, em uma operação de grande envergadura, que transcorreu rápida e sem nenhum incidente, muito graças à perícia e capacidade dos homens que a realizaram. Saído do porto, o comboio enorme serpenteou pelas ruas da capital, sendo que os faróis dos caminhões cortavam a leve bruma fria que pairava na noite. Na frente ia o bravo coronel Orestes em um automóvel especial, armado de um fuzil-metralhadora na eventualidade de um confronto com os federais. Ele era um líder nato e um militar do mais alto quilate, um dos mais brilhantes que já envergou a farda da briosa, pertencente à estirpe dos grandes guerreiros da qual a Brigada Militar foi parteira. Em seu automóvel a frente do comboio ele meditava sobre de que as armas que transportava poderiam ser empregadas no confronto de duas visões de sociedade para o país, dois projetos cujo choque parecia inevitável. Ele tinha ciência que o processo de centralização político-econômico e administrativo perpetrado pelo Presidente Getúlio Vargas avançava a passos largos subtraindo a importância dos estados como entes federados. Flores da Cunha sentia na pele os resultados nefastos dessa situação onde os estados e os municípios iriam ficara a deriva no arcabouço político constitucional do país. Para o Presidente Vargas, dentro da mais pura concepção fascista onde o estado é tudo, o processo de modernização tinha que ser conduzido pela União em detrimento dos demais entes federados, de forma que estes ficavam reduzidos ao nadir. Contra esse modernismo autoritário, que matava no seu andar, a história dos estados brasileiros, o coronel Orestes se opunha, compartilhando, assim, da oposição do governador Flores da Cunha ao projeto extremamente centralizador de Vargas amparado pelos generais das Forças Armadas e políticos como Osvaldo Aranha. Para tanto, o armamento transportado no comboio que atravessava as ruas de Porto Alegre deveria servir no propósito de manter a autonomia econômica e política dos estados e a manutenção da milícia gaúcha dentro de um federalismo moderno. A certeza de que estariam do lado dos revoltosos paulistas motivava os oficiais da Brigada Militar, mas quando se dirigiam ao front na Revolução Constitucionalista de 1932, os paulistas se tornaram inimigos para desespero do tenente-coronel Aparício Borges, que não obstante produziu feitos de bravura inigualáveis. No combate de Buri, o destemido tenente-coronel Aparício Borges, a frente do seu 1º batalhão de infantaria, tombou ferido mortalmente, sendo seguido pelo seu não menos bravo corneteiro Timóteo da Rosa, que também caiu nessa luta, mas para assombro do inimigo, o 1º batalhão de infantaria avançou para vingar os seus camaradas que haviam tombado ganhando, assim, a alcunha imortal de batalhão de ferro. Os paulistas conseguiram ainda a Constituição de 1934, mas o caminho do centralismo já estava dado e agora o único obstáculo à implantação de um estado ditatorial era o governador Flores da Cunha e a sua temida Brigada Militar. Assim o armamento que chegara da Europa objetiva reequipar a força gaúcha com o que havia de mais moderno: sendo os últimos tipos de metralhadoras, fuzis-metralhadoras, bocais VB que, adaptados a fuzis Mauser, permitem o lançamento de granadas, além de metralhadoras com dispositivos especiais para expelir várias espécies de explosivos, além de grande quantidade de cartuchos, bombas de diversos tipos, granadas de mão, fuzis Mauser, pistolas automáticas e muita munição. Mas nas caixas o que havia de mais precioso, em termos bélicos, eram os quatro blindados que vieram desmontados da Hungria. Assim, o comboio se dirigiu primeiro ao 3º batalhão de infantaria, situado à rua Praia de Belas, onde ficou depositado a maior parte desse armamento, depois parte do comboio se deslocou até o 2º batalhão de infantaria, aquartelado no bairro Cristal. O quartel do 1º batalhão de infantaria, nessa época, ficava nas Bananeiras, de modo que, como ele se situava mais longe, não serviu de depósito e arsenal para esse armamento. Estes seriam os últimos meses que essas unidades da Força eram nominadas como infantaria, pois o advento do Estado-Novo em 10 de novembro e a total subordinação da milícia à 3ª Região Militar, os seus batalhões foram rebatizados como caçadores em similitude com as unidades do Exército. Mas despeito desse armamento os acontecimentos se precipitaram rapidamente. O general Eurico Gaspar Dutra escreveu nas suas memórias, que o destino de Flores da Cunha foi selado no Rio de Janeiro por Vargas e os generais das Forças Armadas com bem urdida trama para derrubá-lo, inclusive com uma possível intervenção militar. Isso tinha sua razão de ser, pois o governador Flores da Cunha, com a derrota dos constitucionalistas em 1932, tornou-se o maior e mais sério obstáculo a implantação do novo regime centralizado, até porque o governador contava com a mais temida e respeitada milícia do país, que pela sua disciplina e experiência bélica constituía-se um verdadeiro exército estadual. A situação se agravou quando, o Ministério da Guerra ordenou que o coronel João de Deus Canabarro Cunha retornasse às fileiras do Exército. Dessa forma, o coronel Canabarro Cunha pediu a demissão do comando geral da força gaúcha, no dia 10 de outubro, passando o comando, para o coronel Orestes Carneiro da Fontoura, que então comandava o 2º batalhão de infantaria e era o mais antigo e graduado dos oficiais da milícia e foi se apresentar ao Alto Comando do Exército como lhe foi ordenado. Ismael Brilhante sobre esse episódio escreveu o seguinte: “Mandado recolher-se ao Exército, não tinha um único uniforme para apresentar-se ao Quartel-General, pois que usava os fardamentos da Brigada Militar, há vários anos”. Cabe salientar que em 1932, o Exército Nacional deixou de usar o padrão caqui e adotou o verde-oliva, mas a Brigada Militar, bem como várias forças estaduais, continuou a usar fardamentos de cor caqui-amarelado. O coronel Canabarro Cunha por sua fidelidade aos princípios da autonomia dos estados e da Brigada Militar e nunca ter sucumbido aos ideários da ditadura, foi-lhe vedado o generalato, mas isso em nada diminuiu a sua glória. A situação do general Flores da Cunha, assim, ficou insustentável e diante disso ele renunciou ao cargo de governador no dia 17 de outubro. O general-de-divisão Manuel de Cerqueira Daltro Filho, comandante da 3ª Região Militar, por determinação do Presidente Vargas, assumiu imediatamente a direção do estado como interventor federal e, no mesmo ato, a força gaúcha passou a ser inteiramente subordinada à alçada do Exército, inclusive todo o armamento adquirido do exterior. Dessa forma, os militares federais tiveram conhecimento do poderio bélico da milícia gaúcha, destacadamente dos quatro blindados, dos quais apenas um havia sido montado nas oficinas da firma Lindau e Cia. Os oficiais do Exército ficaram assombrados com a possibilidade da Brigada Militar ser reaparelhada com esse armamento, o que sem dúvida a tornaria a mais poderosa força estadual do país. O coronel Cordeiro de Farias, chefe do Estado Maior da 3ª Região Militar, facultou o acesso da imprensa ao blindado montado na firma Lindau e Cia, situada à rua Leopoldo Froes nº 86. O Correio do Povo fez a seguinte e detalhada descrição dessa máquina bélica: o carro blindado tem seis metros de comprimento, dois metros e oitenta de altura, é completamente revestido de chapas de aço, sendo as portas, de chapas de ferro, duplas com uma camada de borracha interna, para evitar a penetração de balas de qualquer calibre. Em pontos diferentes, na parte dianteira e na traseira, e uma torre ao centro, estão colocadas três metralhadoras do tipo steier, expelindo balas de sete milímetros: o carro possui diversos holofotes poderosos. É camuflado com pintura especial: à distância não é percebido pelos observadores e pode desenvolver uma velocidade média de 85 kilometros por hora, auxiliando poderosamente as forças em marcha, pois que faz a “limpeza” do terreno vencendo qualquer obstáculo ou barreiras. Estivemos também no interior do carro, observando que ali se podem localizar seis homens a vontade, e, a seguir, verificamos a torre giratória situada no centro que dispõe de uma possante metralhadora anti-aérea. Os pneus são de borracha especial à prova de bala, sendo o carro, pelo seu revestimento uma arma de incalculável valor militar (CP: 12-12-1937). Essa narrativa impressionante demonstra, por si mesmo, o quanto a Brigada Militar poderia vir a ser a mais poderosa das polícias militares (termo que a Constituição da República de 1934 passou a definir as milícias estaduais). O historiador americano Frank McCann, observa que nessa mesma época, a Força Pública de São Paulo também havia comprado do exterior alguns tanques que, assim que chegaram ao porto de Santos, foram confiscados e apreendidos pelo Exército sendo recolhidos aos arsenais do mesmo (MacCANN: 2007). Esta foi a primeira e a última vez que a Brigada Militar teve a possibilidade de possuir carros blindados como parte do seu armamento. Depois da sua renúncia, o general Flores da Cunha auto exilou-se no Uruguai fixando residência na cidade de Rivera, para estar longe e ao mesmo tempo próximo, dos acontecimentos que desencadearam o estabelecimento do Estado-Novo em 10 de novembro de 1937, com a outorga da nova Constituição denominada de “Polaca” e cujo regime perdurou até 1945. O coronel Orestes Carneiro da Fontoura, conhecido por seu rigor e bondade, trazia consigo a experiência em combate e de verdadeiro homem público exercendo várias vezes o cargo de delegado de polícia em Pelotas, Santo Ângelo, Vacaria e Tupanciretã, prefeito de Alegrete, além do comando-geral da Brigada Militar por quase duas semanas, quando no dia 23 de outubro de 1937, passou o comando da mesma, ao tenente-coronel Ângelo Mello, que comandava o 2º regimento em Livramento e foi chamado às pressas pelo general Daltro Filho para assumir a milícia gaúcha. Depois da queda de Flores da Cunha, o regime estadonovista na sua senda ditatorial, moveu uma perseguição sem trégua ao coronel Orestes da Fontoura, sendo processado na justiça militar e preso no 3º batalhão de caçadores, até finalmente ser inocentado de todas as acusações. Mas esse é o destino reservado aos homens de coragem e de espinha-de-ferro e com isso a ditadura de Vargas passou a ter diante de si o mais nobre dos seus inimigos. Ele é sem dúvida, o coronel dos blindados da Brigada Militar. Os fatos ulteriores provaram que Flores da Cunha e o coronel Orestes da Fontoura tinham razão: a Brigada Militar seria despojada definitivamente do seu caráter de exército estadual sendo encaminhada lentamente para o policiamento. Além disso, ela atravessaria os anos seguintes mergulhada, na maior e mais perigosa crise da sua história, inclusive com sério risco de ser extinta, como foi aventado na Constituinte Estadual de 1947. Esses quatro blindados, dos quais somente um foi inteiramente montado nas oficinas Lindau, constituem o símbolo de uma era heróica, das grandes façanhas guerreiras da Brigada Militar, que foi erodida com a implantação da ditadura do Estado-Novo com sua política centralizadora e que esvaziou os estados e os municípios das suas prerrogativas. No Rio Grande do Sul, tanto a Brigada Militar bem como a nascente Polícia Civil, passaram a serem geridas e administradas por órgãos e gestores federais, a primeira pela 3ª Região Militar e a segunda por oficiais do Exército.  Os protagonistas na aquisição desses blindados são os militares da liberdade e da autonomia dos estados e dos municípios, onde se destacam três homens extraordinários: o legendário general e governador Flores da Cunha, o coronel João de Deus Canabarro Cunha, oficial do Exército que dedicou a sua vida à Brigada Militar e fez dela a mais adestrada força estadual do Brasil e o coronel Orestes Carneiro da Fontoura, valente entre os bravos, homem de espinha-de-ferro e dos blindados da Brigada Militar. Essa é a história dos encouraçados de rodas que por breve período pertenceram à Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul.

Indicações Bibliográficas:

 

BRILHANTE, Ismael. No Ápice da Glória. Porto Alegre: Age Editorial, 1979.

 

LOVE, Joseph L.. O Regionalismo Gaúcho. São Paulo: Perspectiva, 1975.

 

McCANN, Frank D. Soldados da Pátria: História do Exército Brasileiro 1889-1937. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

 

MARIANTE, Hélio Moro. Crônica da Brigada Militar Gaúcha. Porto Alegre: Imprensa Oficial Editora, 1972.

 

OLIVEIRA, Lúcia Lippi et alii. Estado Novo: Ideologia e Poder. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

 

TOPIK, Steven. A Presença do Estado na Economia Política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1987.

 

CORREIO DO POVO1937 – Coleção do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa – Porto Alegre – RS.

 

 

 

Romeu Karnikowski

Advogado e pesquisador PNPD da PUC/RS