Tarso reafirma que não usará BM

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O governador Tarso Genro (PT) reafirmou ontem, em coletiva no Palácio Piratini, que a Brigada Militar (BM) não irá intervir na greve dos ônibus na Capital.

Segundo ele, a ação dos policiais se restringirá a garantir o direito de manifestação dos grevistas e o funcionamento do transporte alternativo autorizado pela prefeitura. “A Brigada Militar não pode obrigar os trabalhadores

a trabalhar a força. Isso não existe. Dentro da ordem democrática, os trabalhadores têm o direito de fazer os seus movimentos.”

Durante a semana passada, o prefeito José Fortunati (PDT) havia pedido, por meio de ofício enviado ao governo do Estado, a ajuda dos PMs para liberar a frente das garagens das empresas de ônibus, trancadas pelos grevistas. “A Brigada Militar não pode intervir em conflitos trabalhistas.

Se ela fizer uma intervenção equivocada, poderá ser responsabilizada criminalmente”, afirmou o governador. Tarso condenou o apedrejamento de coletivos, ações observadas durante a primeira semana da greve. “Esse movimento de depredação não é trabalhista, é um movimento criminoso, que

não recomendo ao movimento dos trabalhadores.” Ele reafirmou seu posicionamento a Fortunati em uma reunião no sábado.

Hoje, governador e prefeito devem voltar a conversar sobre a situação.

Tarso, que já protagonizou rusgas partidárias com Fortunati, negou a existência de qualquer conflito com o prefeito da Capital.

“Eu desprezo esse tipo de conduta.

Em um momento como esse, temos que estabelecer solidariedade.

Quem tem visão mesquinha de que o Fortunati quer me prejudicar dizendo uma frase ou outra ou que eu quero prejudica-lo porque a Brigada Militar tem que seguir determinada orientação, está fazendo uma avaliação completamente equivocada do que está acontecendo”, afirmou o governador.

Fonte Corrreio do Povo

Postado por Comunicação DEE ASSTBM

GUSTAVO GARGIONI / PALÁCIO PIRATINI / CP Governador disse que Brigada Militar não pode intervir em conflitos trabalhistas
GUSTAVO GARGIONI / PALÁCIO PIRATINI / CP
Governador disse que Brigada Militar não pode intervir em conflitos trabalhistas