Protesto de servidores da Polícia Civil é encerrado no Estado

87
Em Porto Alegre, servidores ficaram concentrados em frente ao Palácio da Polícia Foto: Marina Pagno  / Rádio Gaúcha
Em Porto Alegre, servidores ficaram concentrados em frente ao Palácio da Polícia
Foto: Marina Pagno / Rádio Gaúcha

Mobilização afetou atendimento em delegacias de Porto Alegre durante a terça-feira

Após um dia de mobilizações no Estado, os servidores da Polícia Civil e da Susepe encerraram os protestos no fim da tarde desta terça-feira (28). Todas as 24 delegacias de Porto Alegre, além das delegacias especializadas e de prontoatendimento, ficaram com atendimento restrito devido a mobilização da categoria.

As mobilizações afetaram o cumprimento de mandados de busca e apreensão, depoimentos e operações policiais.Apenas casos mais graves, como homicídios, latrocínios e estupros estavam sendo atendidos nas delegacias. Para as ocorrências consideradas menos graves, como furtos, roubos e acidentes de trânsito com danos materiais, a orientação da Chefia da Polícia Civil é que o registro da ocorrência fosse feito pela internet, através da Delegacia Online.

Por parte da Susepe, o protesto atingiu a transferência de presos e o transporte de detentos para audiências. Os trabalhos dentro das penitenciárias, como banho de sol e alimentação, não foram afetados.

O Sindicato dos Agentes da Polícia Civil (UGEIRM) ainda não tem uma estimativa de quantos servidores aderiram ao protesto, mas afirma que a manifestação atingiu delegacias de todo o Estado.

Pauta de reivindicações 

Os servidores reivindicam o pagamento da parcela do reajuste do salário do mês de maio, a promoção de 1,2 mil agentes, que deveria ter ocorrido no dia 21 de abril, a nomeação de 650 concursados. Além disso, a categoria protesta pelos cortes feitos pelo governo estadual na área da segurança pública.

Atendimento normalizado

O atendimento ao público nas delegacias de Porto Alegre retornou às 18h e deve ser normal nesta quarta-feira (29) em todo o Rio Grande do Sul.

Segurança pública tem 200 servidores paralisados na Região Central nesta terça-feira

Servidores se mobilizam nesta terça-feira (28) em protesto ao governo Foto: Susepe  / Divulgação
Servidores se mobilizam nesta terça-feira (28) em protesto ao governo
Foto: Susepe / Divulgação

Polícia civil e Susepe fazem paralisação em todo o Estado em protesto ao governo

Servidores da Polícia Civil e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) paralisaram as atividades nesta terça-feira (28) em protesto contra o governo. No Estado, são cerca de 5 mil. Na Região Central, cerca de 200. Eles estão mobilizados desde às 8h e seguem até as 18h.

Escrivães, inspetores, investigadores e comissários estão mobilizados. Delegados permanecem trabalhando, mas apoiam a paralisação. Depoimentos marcados em cartórios, operações policiais no período do ato e registro de ocorrências sem gravidade (como perda de documentos) estão cancelados. Os casos de flagrantes (como homicídios, latrocínios e assaltos) serão atendidos normalmente nas delegacias.

Na Susepe, serão mantidos os serviços de alimentação aos presos, transferência para júris, atendimento médico de urgência e cumprimento de alvarás de soltura. Movimentação de apenados para audiências, transferência de detentos de casas prisionais e atendimento externo serão impactados.

De acordo com Pablo Mesquita, representante do sindicato dos policiais na região, a categoria pede a contratação dos 650 agentes aprovados em concurso, aumento salarial que estava previsto para ocorrer no último dia 21 (mas foi vetado pelo governo) e protestam contra o corte de horas extras.

Colaboradores da Susepe reivindicam a recomposição do efetivo por meio da incorporação dos 400 técnicos penitenciários também já aprovados.

Pelo menos 150 agentes da Polícia Civil paralisam atividades na Serra

Agentes atendem apenas flagrantes e casos grave

Os policiais civis estão concentrados nas delegacias de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Vacaria, Gramado e Canela. Eles reivindicam, principalmente, reajuste dos salários da categoria conforme a tabela prevista até 2018. O movimento ocorre após o Estado ameaçar atrasar o repasse, que já é parcelado.

O impacto do reajuste é estimado em R$ 4 bilhões somente no período do governo de José Ivo Sartori. Por causa da paralisação, os agentes atendem apenas a flagrantes e casos graves, como homicídios, estupros, violência doméstica e ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. A manifestação segue até as 18h.

RADIO GAÚCHA