Policiamento no centro de Novo Hamburgo é feito somente a pé

74

03082015Em ronda pela área central, reportagem do Jornal NH não encontrou viaturas nesta manhã

Com informações da repórter Susi Mello
Novo Hamburgo – Apesar do comando da Brigada Militar garantir que haveria policiamento ostensivo com viaturas e policiais militares nas ruas de Novo Hamburgo, não foi esta a situação encontrada pela reportagem do Jornal NH. Durante ronda na manhã desta segunda-feira (3), nenhum carro da Brigada foi visto pela região central do Município. De maneira informal, um policial, que estava a pé, disse que nenhuma viatura deixou o quartel nesta manhã.

Na Rua Gomes Portinho, o proprietário de uma loja de celulares, assaltada no início da manhã, só conseguiu atendimento da BM porque dois brigadianos passavam a pé em frente ao estabelecimento. O gerente da Acessórios.Com, Daniel Gonçalves, 44 anos, afirmou que tentou por uma hora contato pelo 190 e por outro telefones da BM, mas não teve sucesso. “Não consegui contato. Só chamava e ninguém atendia. Por sorte, dois policiais a pé, que circulavam no Centro, passaram em frente à loja e efetuaram o registro. Se eles não passassem aqui não teria ocorrência”, comentou.

De acordo com o major Marcel Nery, do 3º Batalhão da Brigada Militar de Novo Hamburgo, algumas viaturas não saíram do Batalhão por estarem estragadas ou com a documentação em atraso. O número de veículos, entretanto, não foi confirmado pelo major. “Policiais farão seu serviço a pé, se necessário, mas o realizarão”, destacou.

O major também afirmou que a Brigada hamburguense pedirá ajuda à Câmara de Vereadores. A intenção da corporação é solicitar junto aos vereadores uma verba capaz de auxiliar no conserto das viaturas estragadas. No domingo, uma ocorrência de roubo com reféns só foi atendida porque os policiais usaram carros pessoais para irem até o local, no bairro Rincão.

Já o Corpo de Bombeiros do Município e os policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar trabalham normalmente e não aderiram à paralisação desta segunda-feira.

Delegacias só atendem casos de urgência

Já a Polícia Civil, suspendeu todas as ações e operações. Os atendimentos nas delegacias de Novo Hamburgo só são feitos em casos de urgência e emergência. Em casos simples, como furto, perda de documentos e acidente de trânsito sem feridos, por exemplo, a população é orientada a fazer ocorrência através do serviço online e não procurar uma delegacia. Cartazes colados nas delegacias orientam a população.

O arrombamento de uma fábrica de tênis, no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo, por exemplo, só será registrado na terça-feira. A proprietária da VSK do Brasil, Valéria Kohlrausch, 42 anos, contou que foi até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) hamburguense, mas houve recusa para registrar a ocorrência nesta segunda. “Eles pediram para voltar na terça-feira”, comentou.

0308215Em dia de paralisações, policiamento é feito a pé em cidades do Vale do Sinos

Os protestos em todo o estado são uma resposta dos servidores contra o parcelamento dos salários anunciado pelo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, na sexta-feira (31). 

Foto: Ivan de Andrade/GES
No Dia da Indignação nesta segunda-feira (3) um dos setores paralisados e que mais preocupa a população é a segurança. Em São Leopoldo e Esteio o policiamento tem sido feito sem a utilização das viaturas, somente a pé. No Município, segundo o major André Luíz Stein, são 12 policiais da BM fazendo a ronda a pé. Segundo ele, no batalhão são 18 viaturas paradas por falta de condições de rodar nas ruas e três em funcionamento.

Em Sapucaia do Sul, a Brigada Militar reforçou que não está autorizada a dar informação.

Por falta de condições básicas para estarem nas ruas, ou seja, problemas mecânicos, falta de documentação e equipamentos básicos para a segurança dos policiais, as quatro viaturas da guarnição de Capela de Santana estão todas no quartel. Eles encaminharam solicitação para regularizar e voltar ao trabalho. Em Portão o trabalho dos policiais militares está normal, com duas viaturas na ruas.

Como medida de segurança, existe a possibilidade dos bancos não abrirem as portas hoje, como também escolas estaduais poderão não ter expediente. Em São Leopoldo, por exemplo, já há lotérica fechada por receio da redução de policiamento nas ruas. Os protestos em todo o estado são uma resposta dos servidores contra o parcelamento dos salários anunciado pelo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, na sexta-feira (31).