GAUCHAZH: Governo do RS paga salários de quem ganha até R$ 1,1 mil nesta terça-feira

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Com os depósitos, 14,4% do funcionalismo estadual estarão com os salários quitados

O governo do Estado anunciou, nesta segunda-feira (30), que pagará em dia, na manhã desta terça-feira (31), os salários de julho de quem recebe até R$ 1,1 mil. Com os depósitos, 14,4% do funcionalismo estadual estarão com os salários quitados.

O governo, na nota emitida no fim da tarde desta segunda (30), ainda projetou que a folha de julho será totalmente paga no dia 21 de agosto. A faixa salarial que será contemplada na manhã desta terça (31) é ainda mais baixa do que no último dia de junho – quando o valor foi de R$ 1,2 mil pela manhã, chegando a 1,5 mil no fim do dia. Diante da incerteza financeira, o governo evita projetar novos depósitos para esta terça.

A título de comparação, a faixa de R$ 1,1 mil corresponde ao valor de 2,4 cestas básicas em Porto Alegre – conforme o dado mais recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os itens básicos custam, pela pesquisa, R$ 452,81 na capital.

Para os pagamentos de salário programados para esta terça (31), serão utilizados R$ 44,6 milhões. Outros R$ 114 milhões serão utilizados no pagamento da parcela mensal do 13º do ano passado. O governo ainda depositará nesta terça as indenizações aos servidores que receberam os salários atrasados no mês passado – o que custará R$ 840 mil.

Histórico

Com o parcelamento dos vencimentos de julho, serão 32 meses de pagamentos atrasados na gestão de José Ivo Sartori (MDB). Em 2015, foram dois meses com parcelamentos. Em 2016, os vencimentos foram parcelados em 11 meses, de fevereiro até dezembro. Em 2017, houve atrasos em todos os meses – o que se repete desde janeiro deste ano.

Em setembro do ano passado, o governo do Estado mudou a forma de efetuar os parcelamentos. Até então, o Piratini pagava parcelas iguais para todos os servidores, conforme havia recursos. Desde setembro de 2017, diante dos recursos em caixa, o governo paga primeiro a integralidade dos salários mais baixos e, conforme ingressam recursos, a totalidade dos salários mais altos.