Policiais militares vão usar touca e cachecol ao longo do inverno gaúcho

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Orientação é de que a peça seja usada cobrindo as orelhas | Foto: Alina Souza / CP

Para enfrentar o frio do inverno, a Brigada Militar vai adotar a touca preta como substituto ao tradicional boné branco usado pelos policiais militares. Um cachecol, também na cor preta, fará parte do novo visual dos policiais militares neste período de baixa temperatura e vento gelado. O modelo escolhido já está sendo testado conforme comprovou a reportagem do Correio do Povo na manhã desta quinta-feira em Porto Alegre. 

Diretor do Departamento de Logística e Patrimônio da Brigada Militar, o tenente-coronel César Adriano Patrício explicou que a novidade está contida em “um projeto novo” solicitado pelo comandante-geral da BM, coronel Rodrigo Mohr Picon, visando a readequação do fardamento da corporação. “A touca e o cachecol vão melhorar a situação do policial militar na rua para trabalhar mais tranquilo e aquecido”, explicou, referindo-se à adaptação devido às características do clima gaúcho. “Estamos orientando que a touca fique em cima da orelha”, lembrou.

O tenente-coronel César Adriano Patrício revelou ainda que a aquisição das duas peças, feitas de lã sintética, será para toda a corporação. Ele calculou a compra de 18 mil itens de cada uma. “O processo licitatório vai ocorrer nas próximas semanas. Após a licitação saberemos o valor e qual empresa fornecedora”, adiantou, observando que o fabricante deverá obedecer o modelo escolhido. “A touca tem o brasão da BM e a palavra Brigada Militar escrita nas laterais”, destacou.  Caso não seja possível a entrega ao mesmo tempo para todo efetivo da corporação, o diretor do Departamento de Logística e Patrimônio da BM acredita que a distribuição começará pelos efetivos em Porto Alegre e na Região Metropolitana antes do Interior.  

Ele confirmou ainda um estudo com o 1º Batalhão de Polícia de Choque da BM. “Está sendo testado um fardamento que se adapte melhor às condições climáticas e necessidades do 1º BPChq”, justificou.

Fonte: Correio do Povo